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Incendiário

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 2 min

Incendiário ataca na Vila Pacífico

Texto: Fabiano Alcântara

Frentista descreve suspeito como homem de terno marrom com

"cara de louco"

Mais um atentado à bomba caseira voltou a assustar a população de Bauru. Desta vez, o cenário da ação do suposto maníaco foi a Vila Pacífico. O alvo foi um Ford Ka, que estava estacionado na garagem de uma casa na rua Benedito Eleutério, quadra 2. Este foi o quarto atentado em 11 dias.

O delegado da Delegacia de Investigações Gerais

(DIG-Garra), J.J Cardia admite a possibilidade do incendiário ser um "desequilibrado mental".

"Pelas investigações, não achei que os crimes tenham relação. O perfil das vítimas

é totalmente diferente, mas o modo de agir igual. Pode ser a mesma pessoa, mas tudo está no campo da hipótese ainda", afirmou.

O Ka pertence a auxiliar de enfermagem S.S., 51 anos, que pediu para não ser identificada com medo de represália. De acordo com S., ela estava com seu marido na sala da casa, quando ouviu vozes e um barulho de moto.

Logo depois, perceberam um estrondo vindo da garagem e ao chegar ao local viu parte traseira do carro pegando fogo. Rapidamente, o marido apagou o fogo e constatou que os danos, no paralama traseiro e na lanterna, tinham sido pequenos.

"Estou morrendo de medo. Acho até que vamos ter que mudar o portão da garagem. A gente é que se tranca dentro de casa e os bandidos ficam soltos", esbravejou a vítima.

Policiais que atenderam a ocorrência levantaram com um frentista do Posto Jamas, próximo ao local do incêndio, que um homem de terno marrom e com "cara de louco" comprou gasolina momentos antes do atentado.

O suposto maníaco, segundo o frentista, teria dito que ia ajudar uma amiga que estava em um carro sem gasolina.

Este foi o quarto atentado com bomba caseira desde o último dia 15. No primeiro, um Corsa foi totalmente destruído. Depois, uma Parati foi atingida por uma garrafa plástica com combustível. Na quarta-feira passada foi a vez de um Escort ser atingido.

Para S., no entanto, o incendiário pode não ser a mesma pessoa. "Acho que na minha casa foi alguém sem prática. Eles jogaram uma garrafa com gasolina e depois riscaram o fósforo", disse. A polícia recolheu a garrafa de refrigerante dois litros, tipo pet, para análise.

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