Geral

Escolas

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Promotoria vai analisar câmeras de vídeo em escola

Texto: Ieda Rodrigues

O promotor da Infância e Juventude de Bauru, Lucas Pimentel de Oliveira, disse que vai analisar o caso das câmeras de vídeo instaladas na escola estadual Stela Machado, que está causando polêmica entre alunos e pais de alunos. Parte é favorável, esperando que a vigilância eletrônica dará mais segurança e outra parte

é contrária, alegando invasão de privacidade. A escola, localizada na Vila Pacífico, tem 2.280 alunos de 5.ª série a ensino médio (antigo colegial).

As câmeras foram instaladas nos banheiros feminino e masculino, pátio e entrada da escola na segunda-feira passada. O objetivo, segundo a direção da escola, é coibir pichações de paredes e brincadeiras com bombas, conforme matéria publicada na edição de ontem do JC. O promotor afirmou que, em princípio, não vê ilegalidade na instalação das câmeras, inclusive nos banheiros.

A diretora substituta da escola, Maria Célia Gonçalves Lopes, garante que as privadas estão fora do foco das câmeras, que só mostrariam os corredores dos banheiros. No entanto, Oliveira vai analisar melhor o caso. "Vou consultar São Paulo, vou fazer pesquisa em livros e vou até o local e, se for o caso, vou tirar fotos para poder concluir se há ou não invasão de privacidade", disse.

Se concluir que há ilegalidade no uso das câmeras de vídeo para vigiar os alunos, o promotor poderá propor uma ação judicial para remover os equipamentos. Ontem, a direção, a Associação de Pais e Mestres (APM) e alunos da escola Stela Machado reuniram-se, novamente, para discutir o uso das câmeras por causa da polêmica instalada.

A direção da escola alegou que estava gastando cerca de R$ 200,00, a cada dois meses, para pintar as paredes pichadas. Bombas é outro problema que vinha sendo enfrentado pela escola. Neste ano, uma das bombas que estourou no banheiro chegou a quebrar o vaso sanitário.

A direção da escola Plínio Ferraz, outra escola da rede estadual que, no ano passado, instalou câmeras de vídeo para vigiar alunos, não foi encontrada pelo JC para comentar o assunto. A informação extra-oficial é de que as câmeras ficaram em funcionamento apenas três meses, sendo depredadas pelos próprios alunos.

Comentários

Comentários