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Paulo Toledo
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Confirmada venda do Mercosuper centro ao Paulistão

Texto: Paulo Toledo

A rede Paulistão de supermercados comprou a loja centro da rede Mercosuper, localizada na rua 13 de Maio, revelou, ontem, Luiz Svizzero, um dos sócios da rede bauruense. O valor do negócio não foi revelado. Porém, Svizzero diz que foi um valor irrecusável. O anúncio confirmou a matéria veiculada na edição de ontem do Jornal da Cidade, que informou sobre a compra de uma grande loja pelo Paulistão, além do aluguel do prédio da Fiat Patri, na avenida Getúlio Vargas, onde deve ser instalado um hipermercado.

Os irmãos Svizzero continuam na administração da loja do Mercosuper centro até o dia 30 de setembro. Depois disso, conforme apurou o JC, a loja deve ser fechada por um período para ser reformada e adequada ao padrão de loja da Rede Paulistão, antes de ser aberta com a nova bandeira. Segundo o mercado, a loja da Getúlio Vargas deve ser colocada em funcionamento em cerca de 60 dias. Em um curto período, um totem com a marca Paulistão já deverá estar instalado no prédio da Getúlio Vargas.

A marca Mercosuper continua sob a administração dos irmãos Svizzero na lojas da rua Primeiro de Agosto, Parque Vista Alegre e Vila Independência.

Antes da negociação fechada com o Paulistão, quarta-feira, que incluiu a venda do prédio e do fundo de comércio, a Rede já havia repassado ao Sé Supermercados (Grupo português Jerônimo Martins) a loja de Marília, a quem vendeu o fundo de comércio, mas manteve a propriedade do prédio, que foi arrendado ao grupo luso. A proposta do Sé para obter a loja de Marília também teria sido irrecusável.

Além disso, uma oferta para a compra de toda a Rede Mercosuper chegou a ser realizada por um outro grupo. Porém, o negócios não teve prosseguimento.

Svizzero atribui a venda da loja central de Bauru à estratégia traçada pelos diretores do grupo, que tem como seus sócios os irmãos Geraldo Svizzero e José Svizzero Filho. De acordo com ele, chegou-se a uma encruzilhada na qual ou o Mercosuper partia para um mega-investimento para aumentar o faturamento, saindo da posição de uma empresa média e passando para grande, ou reduzia sua estrutura. A segunda opção foi a escolhida.

Svizzero destacou que a tendência dos grande grupos é selecionar os concorrentes por meio de aquisições. Ele lembra que essas grandes corporações, principalmente as redes internacionais, têm a facilidade de obter financiamentos no exterior, com juros altamente vantajosos, o que não ocorre com as empresas nacionais. Para ampliação, a Rede Mercosuper teria que buscar financiamentos no mercado, pagando juros não tão vantajosos. Ele lembra que isso seria possível, como ocorreu em Marília, cujo investimento na loja chegou a R$ 1,5 milhão e teve retorno em um ano. "As empresas médias estão com um espaço limitado, pois têm que ter uma estrutura de porte grande. O pequeno sobrevive, o grande sobrevive. O médio fica numa situação apertada. Ou o Mercosuper crescia, aumentava o faturamento ou adotávamos a posição de reduzir a estrutura, como foi feito", afirmou.

A partir de amanhã, a loja Mercosuper centro estará realizando uma "queima de estoque" para reforma do prédio. De acordo com Luiz Svizzero, essa é uma forma de homenagear os clientes daquela loja, que sempre foram fiéis à marca. "Queremos encerrar a atividade daquela loja com chave de ouro", destacou.

A direção da Rede Paulistão ainda não se manifestou sobre o assunto. De acordo com a Assessoria de Imprensa, isso deve ocorrer nos próximos dias.

Porém, informações do mercado dão conta que grande parte dos empregados do Mercosuper centro deve ser reaproveitada nas duas novas lojas da Rede Paulistão em Bauru. Também não há a confirmação oficial da informação.

O anúncio oficial da venda do Mercosuper centro concretiza a informação veiculada na edição de ontem do JC, que a Rede Paulistão está ampliando seus investimentos em Bauru de forma rápida. Os dois negócios fechados nesta semana (compra do Mercosuper e aluguel do prédio da Patri), ocorreram menos de um mês após a inauguração de sua loja na avenida Nações Unidas.

Há a possibilidade, ainda, de Bauru abrigar a sede da jovem rede Paulistão, que deve chegar a 20 no Estado, com aquisições que estão sendo concretizadas, conforme apurado. Caso seja confirmada a instalação do centro administrativo em Bauru, a cidade deve ter grande ganho com crescimento de arrecadação de tributos.

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