Taxista é encontrado com rosto dilacerado
Texto: Rita de Cássia Cornélio
O roubo ao taxista é praticamente descartado pela polícia. Há suspeitas de que a vítima estivesse envolvida com algum grupo de marginais
O taxista Ben Hur Maronna, 45 anos, foi morto na madrugada de ontem no Vila Celina. Ele teve seu rosto dilacerado por uma pedra de concreto de mais de 10 quilos. A DIG/Garra que investiga o carro, descarta a possibilidade de roubo.
Segundo o titular da DIG/Garra, delegado J.J.Cardia o crime não tem características de roubo. "Havia sinais de luta e o táxi, um Fiesta, placas BXJ 9908/Bauru estava com os faróis quebrados, o taxímetro foi arrancado e jogado fora do carro e o parabrisas estava danificado."
Para o delegado, embora as investigações ainda estejam no começo, as características levam a crer que o crime foi um acerto de contas. "A vítima tinha várias passagens pela polícia por roubo. Já tinha cumprido pena em várias cidades do Estado de São Paulo e Capital."
O crime aconteceu durante a madrugada. A Polícia Militar foi avisada por volta das 4h40 que na rua D'Anúnzio Camarozano, quadra 15, Vila Celina havia um corpo estendido no chão ao lado de um Fiesta, táxi.
No local, os policiais encontraram o corpo de Ben Hur, já sem vida, com o rosto totalmente dilacerado. O carro danificado e em seu interior, um coldre de couro e um boné.
O taxista trabalhava no ponto de táxi da rua Gerson França, entre o Calçadão e a avenida Rodrigues Alves.
De acordo com testemunhas, ele estava trabalhando quando recebeu uma ligação para buscar um passageiro no clube Veredas, rua Ezequiel Ramos, entre a rua 13 de maio e a rua Virgílio Malta. Lá, o taxista teria pego três passageiros do sexo masculino. Horas depois, ele foi encontrado morto na Vila Celina.