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Redação
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Lima Verde critica projeto da Secretaria de Agricultura

O presidente do Sindicato Rural de Bauru e vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, Maurício Lima Verde, criticou, ontem, projeto desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, anunciado no último final de semana em Bauru. O titular da pasta, João Carlos de Souza Meirelles, reuniu representantes de 39 Conselhos Regionais de Desenvolvimento Rural que, segundo ele, serão responsáveis pela diretriz e levantamento das políticas e prioridades no setor agrícola em todo o Estado. Para Maurício Lima Verde, a estrutura atual

é inviável, pois torna mais lento o processo de discussão e de resultados em relação aos problemas do campo.

Lima Verde citou que o ex-secretário estadual de Agricultura, Francisco Graziano, "formou os conselhos regionais, que eram mais eficientes e com representantes do setor, de quem lida ou está interligado com o campo. Eu fui presidente em Bauru e o conselho funcionava muito bem. O João Carlos Meirelles destitiu esses conselhos, há dois anos. Agora ele criou outro conselho, um dinossauro, com muita gente e com muita influência política, o que desvirtua o objetivo, o canal com o Estado de representantes da Agricultura".

O presidente do Sindicato Rural de Bauru disse que deixou presidência do Conselho Regional, na época da nova eleição,

"porque não concordei e não concordo com essa filosofia de hoje. Não é objetivo, não é

ágil, ao contrário, é formado por representações diversisficadas que dificultam o processo. É impossível operacionalizar a ação rural com o Conselho do jeito que está. Não dá para fazer os projetos andarem com participações de fora do setor, de cada uma das Câmaras Municipais da região, dos prefeitos, de representantes de entidades civis. A minha voz não é isolada nesta reclamação", comentou.

Na avaliação de Lima Verde, "o tempo vai provar que a estrutura atual é inviável. Antes eram 18 ou 19 representantes no Conselho Regional. Agora precisa de muita gente, dezenas de pessoas a mais. Vamos discutir agricultura e projeto de agronegócio até com o padre, me desculpe, não funciona", desabafou.

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