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Golpe

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Acusado de dar golpe de mais de R$ 3 mil é preso

Bem vestido e identificando-se como engenheiro, Leonardo Piva foi preso ontem à noite, durante operação conjunta das Polícias Civil e Militar. Até ontem, os golpes apurados que teriam sido aplicados por ele somavam mais de R$ 3 mil. A polícia acredita que esse valor suba à medida que outras vítimas apresentem-se ao plantão policial.

No momento da sua prisão, Piva estava prestes a adquirir dois computadores no valor de R$ 3 mil. Seu azar foi ter sido reconhecido por Carlos Eduardo Fernandes, uma das vítimas, de quem havia adquirido um telefone celular no valor de R$ 900,00. Fernandes conta que, ao reconhecer Piva, foi tirar satisfações sobre o cheque sem fundos emitido por ele. Nesse momento, ele tentou contornar a situação dizendo que resolveria a questão. Fernandes não quis saber e telefonou para a polícia.

Quando chegaram no local, os policiais da 1.ª Companhia da PM descobriram que a placa do carro de Piva constava nos arquivos da polícia como sendo de uma motocicleta. No momento em que o sargento Osmar Celso Oliveira foi até a viatura para verificar a identidade do suspeito, que até aquele momento dizia chamar-se Roberto Carlos Lima, Piva aproveitou-se da situação e tentou fugir do local. "Ele saiu correndo, mas fomos atrás e com o apoio das outras viaturas conseguimos prendê-lo", relatou o sargento.

Quando os policiais revistaram uma pasta que Piva trazia consigo, descobriram documentos falsos, talões de cheque, cartões de crédito e várias notas fiscais de lojas da cidade.

"As notas eram todas de valores altos", garante o sargento Osmar. Depois de detido, Piva levou os policiais militares e o delegado Roberto Cabral Medeiros até seu apartamento, mas no local nada que o comprometesse foi encontrado.

"Ele alega fazer parte de uma organização, onde a função dele é simplesmente adquirir os produtos", informou o delegado. Os outros integrantes da quadrilha seriam responsáveis por providenciar os documentos falsos e vender os produtos.

Antes de registrar o boletim de ocorrência, o delegado de plantão, Eron Veríssimo Gimenes, acabou descobrindo a verdadeira identidade do estelionatário. "Trata-se de um elemento perigoso, com uma vasta ficha policial", explicou. Piva já tem passagens por tráfico de drogas, roubo

à mão armada, além de outros estelionatos. Ele foi autuado em flagrante e ficará a disposição da Justiça na Cadeia Pública de Bauru.

Os golpes

Segundo o delegado Eron Veríssimo Gimenes, Piva deve ter cometido vários golpes na cidade. "Acredito que amanhã

(hoje) surgirão outras vítimas", disse. Apesar de todas as precauções, o comerciante Carlos Eduardo Fernandes não conseguiu escapar do golpe. "Eu liguei e o banco confirmou o saldo", contou.

Quando chegou na agência para descontar o cheque, descobriu que Piva já havia tirado todo dinheiro da conta. "Só tenho que agradecer aos policiais, principalmente ao sargento Osmar, que foi agredido durante a prisão", disse.

Dono de uma loja de videogames, no Calçadão da rua Batista de Carvalho, Marcos Sérgio de Castro teve um prejuízo de R$ 1,3 mil ."Ele apresentou todos os documentos, consultei o cheque, parecia uma venda normal", contou. As proprietárias de uma relojoaria, que preferira não ter seus nomes divulgados, também ficaram surpresas quando descobriram que Piva era estelionatário, ele gastou R$ 850,00 na loja, com a compra de jóias. "Ele tinha uma ótima aparência e conversava muito bem, não desconfiamos de nada", disse. A comerciante que só descobriu o golpe quando um policial foi até a loja.

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