Ações de despejo caíram 6%
Texto: Paulo Toledo
O número de ações de despejo por falta de pagamento de aluguel teve uma queda de 6,02%, em 2000, em relação ao período de janeiro a agosto de 99, baixando de 448 para 421. No mês de agosto, a queda foi maior, de 11,77%, passando de 51 ações para 45 (veja quadro), segundo levantamentos do diretor do Cartório de Ofício de Distribuição Judicial do Fórum de Bauru, Claudemir Jair da Silva.
De janeiro a agosto, somente os meses de maio e junho apresentaram crescimnento de número de ações, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Mesmo assim, os percentuais foram tímidos, de 5,68% e 3,13%, respectivamente.
O delegado regional do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis
(Creci), Giasone Albuquerque Cândia, destaca que a redução está ligada à recuperação econômica pela qual o País passou no primeiro semestre. Ele destaca que o pagamento do aluguel está diretamente ligado à questão do emprego e o aumento de contratações detectado nas pesquisas favoreceu que muitos casos de atraso fossem acertados.
O delegado do Creci diz acreditar que há uma tendência de estabilização, com sensível elevação da redução no número de ações.
Fernando Pegorin, presidente da Associação dos Administradores e Corretores de Imóveis de Bauru (Aciba), destaca a amenização da crise econômica refletiu na redução das ações.
De acordo com Pegorin, as administradoras de imóveis estão buscando a negociação ao máximo, para evitar as ações de despejo. Segundo ele, os proprietários e as administradoras estão abertas à negociação.
Apesar dessa disposição, o presidente da Aciba alerta aos inadimplentes que, caso não ocorra uma negociação em relação aos aluguéis atrasados, as ações de despejo podem ocorrer.