Telefones mudos ainda geram reclamações
As reclamações ao Jornal da Cidade por conta de linhas telefônicas sem comunicação bateram recordes esta semana. O problema atingiu, entre outros, os bairros Edmundo Coube, Ferradura Mirim e Tangarás, que tiveram o sistema restabelecido na última terça-feira. Segundo a Telefonica, a mudez das linhas foi motivada por furtos de cabos.
No Parque Bauru, entretanto, onde os telefones funcionaram apenas dois dias na última semana, o problema continua. Hoje, inclusive, um grupo de moradores do bairro deverá registrar boletim de ocorrência no 4.º DP. Só não o fizeram ontem em virtude de desencontros de compromissos pessoais.
Maria Luíza Godoy Siqueira, que reside no local, pensa até em acionar a Justiça para reaver os prejuízos acumulados pela contínua falha. Ela possui uma empresa de telemensagens e está preocupada com os potenciais clientes perdidos. Normalmente, costuma atender 20 pedidos diários, pelos quais cobra o mínimo de R$ 3,00. Pelas contas, deverá amargar R$ 300,00 a menos no orçamento mensal. "Nem
é só pelo dinheiro, que, logicamente, faz falta, mas por aqueles que ligam e acham que fechamos o negócio", explicou.
No dia de ontem, outro ponto que também ficou sem telefone foi o hospital da Unimed. Os telefones ficaram mudos na noite do feriado de 7 de Setembro e só foram restabelecidos às 14 horas de ontem. Apesar do longo tempo sem comunicação, a assessoria de imprensa da cooperativa médica informou que o problema não chegou a afetar os atendimentos, graças
à disponibilidade de vários aparelhos celulares existentes no local.
O JC, pela quarta vez consecutiva nesta semana, contatou a Telefonica para saber as razões do problema. As assessorias de imprensa e de diretoria da empresa, porém, emendaram o feriado e não havia funcionários para atender
às chamadas.