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Campanha

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Campanha visa prevenção e manutenção

Texto: Sabrina Magalhães

Os dados obtidos pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp) sobre a incidência da endocardite e sua relação com as infecções periodontais foram tão alarmantes, que levaram o Crosp a lançar a campanha "O dente pode matar". A intenção é conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção de problemas nos dentes e gengivas e incentivar a população a melhorar seus cuidados com a higiene, respeitando as visitas periódicas ao dentista.

Os números foram obtidos por uma pesquisa feita em parceria com o Crosp, professores da Universidade de São Paulo (USP) e com o Instituto do Coração (Incor). De acordo com o presidente da Uniodonto em Bauru, Ismael Mamede Leite Júnior, a relação entre as doenças periodontais com outras patologias já é conhecida há muitos anos, "mas nós não imaginávamos que a proporção pudesse ser tão grande. E mesmo nós, que trabalhamos na área, nos assustamos com os resultados da pesquisa", conta.

O dentista lembra que manutenção é uma prática que os brasileiros não estão acostumados a adotar. E isso vale para o carro, para a casa e para a saúde bucal.

"Antigamente, dizia-se que era por falta de dinheiro. Mas hoje, a odontologia não está tão cara assim."

Ele ressalta que, só em Bauru, existem três faculdades de Odontologia onde o tratamento pode ser feito gratuitamente ou pagando-se pequenas taxas. Isso, sem contar as instituições, como sindicatos, Sesi e Sesc, que oferecem o serviço a preços mais baixos que os do mercado e com condições facilitadas de pagamento.

Durante a campanha, material explicativo estará sendo distribuído em postos de saúde, hospitais, farmácias e vários outros locais que são freqüentados por pessoas sujeitas a contraírem doenças como a endocardite infecciosa.

Na opinião do cardiologista Max Grinberg, que é professor livre-docente pela Faculdade de Medicina da USP e participou da pesquisa, "a campanha é uma ação que respeita o Código de Ética Odontológico, que conclama ao zelo à saúde do paciente e à promoção da saúde coletiva."

Higiene

Para garantir a saúde bucal, além de visitar o dentista pelo menos uma vez ao ano, é preciso garantir uma boa higienização da boca. O ideal é que os dentes sejam escovados sempre após as refeições. Para a escovação,

é recomendável que se use uma escova de cerdas macias, que não agridam as gengivas. E com a cabeça pequena, para alcançar os dentes do fundo.

O uso de um bom creme ou gel dental com flúor também

é importante. A escova deve ser usada sempre no sentido da gengiva para a ponta dos dentes e com movimentos suaves. Fazer movimentos em círculo e com força pode agredir as gengivas ou até desencadear uma retração delas. Nesse caso, a raiz dos dentes fica descoberta, aumentando os riscos de cárie e tornando os dentes extremamente sensíveis ao toque e ao contato com alimentos frios ou quentes.

A língua também precisa ser escovada, pois sua superfície porosa pode acumular detritos alimentares que, além de servir de comida às bactérias, gera mau hálito.

Pelo menos uma vez ao dia, recomenda-se passar o fio dental. O ideal é cortar cerca de 30 cm do fio, de modo que o mesmo pedaço não seja usado em espaços interdentais diferentes. As extremidades do fio devem ser enroladas nos dedos da mão para dar firmeza.

O uso de antisépticos bucais deve respeitar a indicação do dentista, pois, em excesso, eles podem agredir a mucosa da boca e propiciar o aparecimento de inflamações. E, para reforçar, sempre que houver alguma alteração na boca, irritação, dor ou inflamação, o dentista deve ser consultado. E mesmo que não haja qualquer sintoma, é recomendável visitá-lo pelo menos uma vez ao ano.

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