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Pedágio

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Sindicato quer redução de pedágio

Texto: Adilson Camargo

Representando empresas de transporte de cargas de Bauru e região, o Sindbru espera decisão da Justiça para a próxima semana

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Bauru (Sindbru) vive a expectativa do julgamento de uma ação na qual o sindicato pede explicações sobre o recente aumento no valor do pedágio cobrado na rodovia Castelo Branco, nas praças de Iaras, Itatinga, Quadra e Boituva.

Antes de agosto, o pedágio era cobrado apenas em um sentido. A partir de então, passou-se a cobrar nos dois sentidos. O que antes custava R$ 5,40 (em apenas um sentido) passou a custar R$ 7,80, sendo R$ 3,90 em cada sentido, ou seja, um acréscimo de 45%. A implantação de praças de pedágio nos dois sentidos da rodovia é uma reinvindicação antiga das empresas concessionárias. A ação do sindicato contra o aumento da tarifa foi registrada no fim de agosto, em Botucatu, cuja comarca atende a cidade de Itatinga, onde foi instalada a primeira praça de pedágio da rodovia Castelo Branco na região de Bauru.

A praça de pedágio localizada em Iaras é a que está cobrando menos, R$ 2,60 em cada sentido, totalizando uma despesa de R$ 5,20 para os motoristas que usam a rodovia naquele trecho, na altura do km 278. Na praça de Itatinga, localizada na serra de Botucatu, altura do km 208 da rodovia Castelo Branco, o valor do pedágio dá um salto de 50%.

No município de Quadra, a cobrança pelo uso da rodovia começou no último dia 6. Em Boituva, por enquanto, os motoristas têm passagem livre. A praça de pedágio está em reforma.

"Não somos contra a cobrança da tarifa nos dois sentidos, apenas queremos que o pedágio cobrado reflita a realidade. Queremos um valor justo", disse o presidente do Sindbru, Aparecido Fraile. Na ação judicial movida contra o Governo do Estado e contra a SP Vias, uma das concessionárias que opera na rodovia Castelo Branco, o sindicato pede a manutenção da tarifa cobrada antes do último aumento, ou seja, R$ 2,70 em cada sentido.

Na opinião do presidente do sindicato, não há motivo para que o Governo do Estado dê autorização

às concessionárias para aumentarem o valor das tarifas.

"Não tem sentido, a rodovia é a mesma, os serviços são os mesmos e o custo para o usuário aumentou." De acordo com Fraile, em julho já havia sido concedido um aumento de 14% no valor das tarifas, que, se for somado aos 45% concedidos no mês passado, passaram a representar um acréscimo de quase 60% nas taxas do pedágio.

Para exemplificar melhor a preocupação das empresas de transporte representadas pelo Sindbru, Fraile fez um rápido levantamento do quanto o dono de um caminhão tem que desembolsar para levar sua carga a São Paulo. De acordo com as contas do presidente, seriam gastos aproximadamente 100 reais nas oito praças de pedágios encontradas no caminho de ida e volta para a capital. "É um absurdo, quem é que agüenta um custo desse?", questiona indignado. Segundo Fraile, o repasse desse custo acaba indo para o valor do frete. Conseqüentemente, o consumidor acaba sendo afetado.

Fraile acredita que até o fim da próxima semana a ação do sindicato seja julgada. "Espero que o juiz responsável pela decisão se sensibilize com o que está acontecendo. Aumentar as tarifas do pedágio sem maiores explicações é uma grande injustiça. E o que nós queremos é apenas isso, justiça", disse Fraile.

O Sindbru abrange cerca de 50 cidades da região de Bauru e representa 800 empresas de transporte de cargas, aproximadamente.

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