Ciesp realiza encontro sobre gás
Texto: Paulo Toledo
O Centro das Indústrias do estado de São Paulo (Ciesp) realiza, no dia 26 de setembro, no auditório de sua sede, no Distrito Industrial, um encontro técnico entre empresários e representantes da Gás Brasiliano - empresa que tem a concessão da distribuição de gás natural importado da Bolívia na região -, para discutir as normas que regem a utilização do combustível, principalmente no setor.
José Luiz Miranda Simonelli, diretor regional do Ciesp, destaca que a intenção é fazer um evento com grande conteúdo sobre as normas existentes de utilização do gás natural e, por isso, estão sendo convidadas outras entidades, como a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Assenag), Sindicato dos Engenheiros, Secretaria Municipal de Planejamento e todas as outras envolvidas com a área técnica.
Atualmente, destaca Simonelli, pouquíssimas empresas têm condições para utilização do gás natural, que deve estar disponível na região em cerca de dois anos. Essa preocupação antecipada do Ciesp visa fazer com que as empresas possam utilizar as vantagens do produto quando for possível.
Simonelli destaca que existem várias empresas em Bauru com potencial de utilização do gás natural, tanto "in natura" - para vários fins - quanto para geração de energia elétrica em geradores próprios. Ele lembra que alguns tipos de veículos também podem usar o combustível.
O diretor do Ciesp afirma que a crise do petróleo que se desenha é mais um motivo para que se pense em alternativas energética também para as indústrias. "Ouvi uma entrevista que levantou a possibilidade do governo mexer em impostos para conter o preço do combustível, para evitar alterar a meta de inflação que acabaria comprometendo o ajuste com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Por outro lado, se reduzir tributos compromete a receita. Mas. Está se pensando em não deixar o preço do combustível subir", afirmou.
Simonelli destaca que o gás natural ainda é abundante. Não somente a reserva da Bolívia - de onde o Brasil compra atualmente -, mas, também, da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, que ainda não foi explorada. "Se agravar a crise do petróleo, vai valer a pena investir no gás natural, pois os investimentos não são altos, a redução de chuva não compromete o fornecimento de energia. Esses são fatores externos que podem acelerar a implantação da rede de gás na região", destacou.