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Cemitério

Gustavo Cândido
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Vândalos voltam a atacar cemintério

Texto: Gustavo Cândido

Os túmulos atingidos estão todos localizados na lateral do cemitério da Saudade onde o muro é baixo e de fácil acesso

Uma série de túmulos do Cemitério da Saudade teve cruzes e fotos quebradas na madrugada de sábado para domingo. Quem chamou a atenção para o fato foi o ferroviário aposentado Sílvio Marques Ferreira, que todos os domingos vai visitar o jazigo da sua família.

"Felizmente o túmulo da minha família não foi atingido, mas muitos outros foram e não é a primeira vez que isso acontece. Alguém precisa fazer alguma coisa", diz.

O agente administrativo do cemitério, José Roberto Herrero Pereira, confirma que as depredações têm acontecido com uma certa freqüência nos finais de semana. Da última vez, até uma capela na parte central do cemitério teve um vidro lateral quebrado.

Os túmulos atingidos nesse fim de semana estão todos localizados na lateral do cemitério paralela à avenida Rodrigues Alves, onde o muro é baixo e muito fácil de ser transposto. Uma vez dentro do cemitério, a volta

é também é simples, já que é possível subir nos jazigos para alcançar o muro.

A pessoa (ou pessoas) que pulou (pularam) dentro do cemitério foi (foram) até lá apenas com o intuito de destruir o local. Segundo Pereira, nenhuma peça foi tirada dos túmulos.

"A diferença dos ataques anteriores", conta o agente administrativo, "é que antes só haviam destruído cruzes. Desta vez quebraram fotos também".

Raiva

Ao contrário do que normalmente acontece nesses casos, quem entrou no cemitério não estava em busca de um local tranqüilo para consumir drogas ou de peças para furtar, como aconteceu no Cemitério Cristo Rei, em maio deste ano, quando desconhecidos entraram no local em semanas seguidas e levaram mais de 40 plaquetas de identificação dos túmulos.

Pelo estado das peças que sobraram, quem destruiu as cruzes e fotos parecia estar dominado pela raiva. Algumas fotos (na realidade trabalhos fotográficos aplicados em porcelana) estavam completamente despedaçadas e pareciam ter sido atingidas mais de uma vez. Com uma das cruzes de mármore quebradas, o (s) depredador (es) destruiu até um pequeno poste que serve para indicar o número da quadra do cemitério.

Famílias avisadas

De acordo com José Roberto Herrero Pereira, todas as famílias que tiveram os seus túmulos depredados serão avisadas durante a semana. O agente administrativo acredita que só com a colocação de guardas será possível manter a segurança do local durante a madrugada. A não ser que haja um enterro fora do horário, o Cemitério da Saudade, o mais antigo e tradicional da cidade, fundado em 1908, fecha seus portões por volta das 18 horas todos os dias e depois fica a mercê dos vândalos.

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