Prefeitura tenta manter empresa em Jaú
Texto: Tânia Fonseca
Num compromisso verbal, administração diz que doará uma área para que metalúrgica permaneça no município
A Prefeitura Municipal de Jaú está empenhada em oferecer condições para que a Indústria Mecânica e Metalúrgica Santo Antonio Ltda., especialista na fabricação de embarcações, permaneça no município. Para tanto afirmou ontem, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que, num compromisso verbal, se comprometeu em doar uma área às margens do rio Tietê, para que o empresário Pedro Waldrighi monte suas instalações sem precisar sair do município.
Diante da promessa de doação de área, o empresário disse anteontem ao Jornal da Cidade que deve manter as instalações em Jaú. Há cerca de 15 dias, o filho do empresário, José Fernando Ferraz Florêncio Waldrighi havia afirmado ao JC que, diante de dificuldades de escoamento da produção -provocadas pelas obras da Rodovia do Contorno - estava propenso a levar a fábrica para Reginópolis. Isso porque autoridades de Reginópolis se interessaram em atrair a fábrica para aquele município e para isso também estarariam dispostas a colaborar, oferecendo terreno para a metalúrgica se estabelecer. Em recente visita a Reginópolis, o empresário e seu filho foram recebidos pelo prefeito Sebastião Luiz de Souza, pelo ex-prefeito Ivo Ferro e por vereadores da cidade que teriam se prontificado em colaborar para que a fábrica se instalasse no município.
Agora, diante da promessa da Prefeitura de Jaú, o empresário disse estar dicidido a permanecer no município. Pai e filho não descartam, no entanto, a possibilidade de uma filial se montada em Reginópolis, já que o município mostrou-se bastante atencioso. Durante visita ao JC, no início do mês, o ex-prefeito de Reginópolis disse que não mediria esforços para apoiar a instalação da metalúrgica em seu município.
Ainda durante entrevista concedida há cerca de 15 dias ao JC, José Fernando explicou que a possibilidade de levar a metalúrgica para outra cidade dava porque a empresa se sentiu prejudicada com as obras de duplicação da Rodovia do Contorno de Jaú que dificultaram o escoamento da produção da fábrica e isso estava gerando um certo transtorno já que as embarcações estavam tendo que ser construídas fora da fábrica.
A empresa que é especializada na fabricação de embarcações pesadas está em Jaú há cerca de 50 anos e gera pelo menos 20 empregos. Antes das obras do Contorno, o acesso à fábrica era direto. Hoje, se barcos e balsas são produzidos na metalúrgica, não podem sair por causa do acesso que foi reduzido, explicou José Fernando.
Compromisso verbal
Em entrevista concedida, via fone, ontem ao JC, uma pessoa que preferiu não ser identicada, mas garantiu que falava em nome da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Jaú, garantiu que apesar de verbal, o compromisso de doar a área para a fabricante de embarcações é muito sério e terá todo o empenho da administração.
Ainda segundo a pessoa que falou em nome da Secretaria, a oficialização da doação da área estaria dependendo de uma desapropriação que a Prefeitura estaria propensa a efetivar. Seria uma área de 50 alqueires onde a Prefeitura estaria planejando abrir o Distrito Tecnológico de Navegação Fluvial, no município. Nesse 50 alqueires, segundo a informação, vai haver um loteamento com terrenos variando de 5 mil metros até 20 mil metros, e que seriam destinados à instalação de empresas relacionadas à área fluvial.
Outra afirmação da Secretaria, é que todo esse trâmite deverá ser breve e que até o final do ano, o empresário Pedro Waldrighi poderá estar transferindo sua fábrica para a então nova
área, que teria uma média de 5 alqueires. A área que seria desapropriada seria uma pertencente à Cosan e Irmãos Franceschi.