Geral

Maximídia

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 5 min

Maximídia 2000 discute o fim dos limites mercadológicos

Texto: Rose Araujo

Teve início ontem, no World Trade Center, em São Paulo, o Maximídia 2000 - 10.º Encontro Internacional de Mídia, um dos maiores eventos do setor no País. Pelo terceiro ano consecutivo, o Jornal da Cidade marca presença, com um estande de 30 metros quadrados .

O tema central dessa edição é "O Fim dos Limites", uma referência à queda definitiva das fronteiras devido às inovações tecnológicas que marcam os dias de hoje. "Atualmente, os consumidores têm um contato muito íntimo e direto com os produtos e nós estamos vivendo uma situação totalmente nova no setor de mídia. Diante das inquietações provocadas por essas inovações, escolhemos esse tema para ser o centro das discussões nessa edição do Maximídia", salientou Eduardo Petit, vice-presidente executivo da M&M Eventos, organizadora do Maximídia.

De acordo com ele, a Internet não é a única responsável por essa mudança de comportamento do mercado consumidor, mas tem seu papel de destaque no processo.

"A rede mundial é a bola-da-vez do setor de comunicação. Mas, ainda precisa provar seu potencial como veículo, já que, por enquanto, atende a uma fatia pequena da população brasileira", salientou.

Para colocar "O Fim dos Limites" em discussão, o Maximídia organizou 14 painéis com os principais profissionais do setor no Brasil e no exterior. Os seminários serão realizados durante os quatro dias do evento, que termina nesta quinta-feira.

Ontem, a abertura foi feita com o Painel dos Presidentes, que reuniu executivos de agências e veículos de comunicação no palco do auditório do World Trade Center. Participaram do debate Fábio Fernandes, da F/Nazca; Francisco Mesquita Neto, do jornal O Estado de São Paulo, Júlio Ribeiro, da Talent e Nizan Guanaes, do iG.

Mediados por João Dória Júnior, os convidados elucidaram a importância das mudanças pelas quais o mercado está passando. Francisco Mesquita Neto, por exemplo, salientou que o papel dos meios de comunicação impressos está se transformando. "Antes, corríamos atrás do furo de reportagem. Hoje, com a Internet produzindo notícia a cada minuto, as coisas são diferentes. É preciso aprofundar os assuntos e mostrar uma outra faceta dos fatos", disse. Já Fábio Fernandes comentou sobre a profissionalização no futuro. "Acredito que, daqui a alguns anos, para sobreviver no mercado não será preciso ser um profissional

"pontocom", como muitas pessoas vêm pregando. O profissional, seja ele jornalista, médico ou publicitário, precisará ter uma formação e uma estrutura completa na sua área, com uma especialização em Internet", ressaltou.

Para hoje, estão agendados quatro painéis e um debate aberto ao público. Serão discutidos temas como "A Mídia Impressa na Rota Digital", "Horizonte Perdido

- A Tecnologia na Contramão da Publicidade?", "Redefinindo a Mídia - Afinal, que profissional é esse?" e "Criatividade na Nova Economia - Voando alto, mas para onde?". O debate abordará "Os novos conteúdos dos jovens".

Chamando a atenção

Uma das principais inovações do Maximídia para esse ano foi a preocupação em reunir apenas pessoas interessadas diretamente no setor de mídia. "Como

é um evento de grande dimensão, o Maximídia reúne várias personalidades, como artistas e publicitários de renome nacional, o que acaba, muitas vezes, atraindo a atenção de um público mais interessado em ver as pessoas que circulam pelo evento, do que o evento em si. Esse ano, fizemos uma seleção mais apurada para que isso não se acontecesse", disse Petit.

A expectativa é de que, nos quatro dias de realização do encontro, passem pelos corredores do World Trade Center cerca de 15 mil pessoas. Vale ressaltar que o evento não é aberto ao público em geral, destina-se apenas a pessoas ligadas à área de mídia.

A edição desse ano conta com cerca de 150 expositores, distribuídos em quatro andares. A criatividade é a marca principal do Maximídia - e nem podia ser diferente, já que o encontro reúne os maiores nomes do setor. Cada estande faz o que pode para chamar a atenção do público.

Modelos vestidos com trajes inusitados, computadores, jogos, brindes, papéis, muitos papéis. Todo o mundo acaba saindo com várias sacolas carregadas com material promocional dos expositores. Personalidades também desfilam pelos corredores do World Trade Center, como é o caso do cantor Pedro Camargo Mariano, de Roberta

Close, dos publicitários Daniel Barbará e Nizan Guanaes, entre outros.

Estande do JC ganha mais espaço

Pelo terceiro ano consecutivo, o Jornal da Cidade participa do Maximídia como expositor. Em parceria com os jornais Diário da Região (São José do Rio Preto), Vale Paraibano (São José dos Campos) e Jornal de Piracicaba, o JC mostra a força da mídia do Interior para o resto do País. "É uma iniciativa muito importante, que tem por objetivo desmitificar a idéia de que o Interior ainda é um lugar apenas com coreto na praça", destacou o diretor da sucursal do JC, José Tadeu Gobbi.

A participação tem rendido bons frutos. Tanto é que o estande vem se aprimorando a cada ano. Nesta edição, ganhou 12 metros quadrados, passando a contar com 30 metros quadrados de área. "O espaço estava pequeno para acolher tantos visitantes", salientou Gobbi.

Com um visual moderno e sofisticado, o espaço para exposição dos jornais do Interior chamou a atenção de quem passou pelo Maximídia no seu primeiro dia de realização. Os visitantes levaram um kit de cada jornal que faz parte do estande, contendo a edição do dia e material informativo a respeito do mercado consumidor e do alcance da mídia na região abrangida por eles.

Para alegrar a noite, durante os quatro dias do evento, o estande apresenta um show de jazz e blues com os artistas Biba Chuqui, Johnny Frateschi e Edu Bart, sempre a partir das 18 horas.

Comentários

Comentários