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Rita de Cássia Cornélio
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Morosidade da Justiça prejudica carpinteiro

Texto: Rita de Cássia Cornélio

O carpinteiro Marco Antônio Moreira, 31 anos, está revoltado com a morosidade da Justiça. Condenado há 3 anos por furto e estelionato, ele já cumpriu a pena, mas continua figurando como condenado e procurado pela Justiça.

Moreira disse que passou o maior vexame ontem, na delegacia, ao tentar conseguir o atestado de antecedentes criminais. "Consegui um emprego e precisava do documento. Fui à delegacia e lá constatei que apesar de ter cumprido a pena, continuo condenado e procurado."

Para ele, isso é uma verdadeira falta de consideração.

"Se eu devo para Justiça, eles mandam me prender. Se a Justiça deve para mim, tenho que esperar, aguardar, adiar os meus planos e deixar meus filhos passando fome", indignou-se.

A morosidade da Justiça significa a perda de um emprego para Moreira. O empregador exigiu o atestado de antecedentes criminais dele, que começaria a trabalhar na próxima terça-feira.

"Como não tenho o documento para entregar, possivelmente vou perder o emprego."

Moreira diz que além do constrangimento que passou na delegacia, vai perder a chance de conseguir um emprego fixo. "Ainda bem que encontrei dois delegados, o J.J.Cardia e o Silberto Martins, que viram a carteira de albergado assinada e me liberaram. Estou arriscado a ser preso, a qualquer momento e em qualquer lugar."

Ele lembrou que foi condenado por ter feito pagamento com três cheques recebido de terceiros. Segundo alegou, os cheques eram furtados. "Não consegui localizar as pessoas que me pagaram com eles. Fui condenado por furto e estelionato. Cumpri a pena em prisão albergue domiciliar e mesmo depois de cumprida, estou vivendo essa discriminação", lamentou.

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