Depilação: qual o melhor método
A depilação é um mal necessário para as mulheres, que têm quase que uma obrigação social de manter as pernas e algumas outras partes do corpo sem pêlos. Como nessa altura do campeonato não adianta muito ficar questionando porque o ato de retirar os pêlos
é uma obrigação feminina, o melhor é tentar descobrir qual é a maneira mais fácil e menos dolorosa de se depilar. Para isso é preciso conhecer os métodos existentes e escolher o mais adequado para cada caso.
Junto com o uso de lâminas, a aplicação de ceras, em geral, são os métodos mais utilizados pelas mulheres, até por serem mais baratos. A depilação com lâminas não prejudica a textura e o crescimento dos pêlos, mas requer cuidados. Para torná-las menos irritantes, deve-se umedecer a área com água morna, creme e gel e passar as lâminas no sentido de crescimento do pêlo. Nas pernas, é melhor depilar no sentido contrário ao crescimento dos pêlos.
As ceras (quentes ou frias) são a melhor opção para se livrar dos pêlos por mais tempo. "As ceras normalmente são compostas de colofônios (um tipo de resina extraída de plantas como o eucalipto, por exemplo, com grande poder de aderência) e resinas, de origem mineral e vegetal, que têm a função de aderir na pele e descolar os pêlos mecanicamente. A maioria é enriquecida com óleos vegetais e ingredientes umectantes, que ajudam a neutralizar o efeito levemente sensibilizante dos produtos que retiram o pêlo. A diferença entre os tipos de cera está nas indicações e contra-indicações de cada uma", explica o Marcelo Schulman, mestre em dermofarmácia e tecnologia de cosméticos. A esteticista Diva Bentivegna Breda, especilista em depilação explica a diferença entre as ceras:
Cera fria
É indicada para todos os tipos de pele, principalmente as que têm muitos "vasinhos" nas pernas - já que a cera quente causa vasodilatação e pode agravar o problema - e as sensíveis ao calor. Segundo a esteticista, esse é o tipo de cera cuja aplicação é mais dolorida, já que não há nenhum fator que facilite a saída dos pêlos como ocorre com a cera quente.
Cera quente
"Os diferentes nomes - algas, egípcia, negra - só indicam os princípios ativos utilizados para enriquecer a fórmula, já que a base de todas elas é a mesma", observa o Schulman. Embora o processo de aplicação seja o mesmo da cera fria, a depilação com cera quente causa menos dor, pois o calor provoca uma dilatação dos poros, facilitando a retirada dos pêlos. "Essa cera é contra-indicada para as mulheres na terceira idade, pois os mais velhos têm maior tendência ao surgimento de varizes, maior fragilidade capilar dos vasos e também porque a pele fica mais flácida e esse tipo de produto pode intensificar a flacidez; para quem tem varizes ou "vasinhos" e também para quem tem pêlo muito sensível, por causa do calor", alerta. Segundo Diva Breda, há uma maior ocorrência de pêlos encravados com esse método, pois a alta temperatura do produto sensibiliza a pele, provocando uma queratinização. Como a pele fica mais grossa, é mais fácil o pêlo encravar.
Cera de mel e limão
Utilizada morna, efetua a retirada dos pêlos com o auxílio de pequenas faixas de "não tecido" (uma espécie de papel resistente descartável). Assim como a cera quente, não provoca muita dor. É contra-indicada apenas para quem apresenta varizes mais altas, porque o processo mecânico da depilação pode feri-las e até rompê-las.
"O mel ajuda a hidratar e clarear a pele. Já o limão, que é fotossensível, torna obrigatórios maiores cuidados com a proteção solar após a depilação com esse tipo de cera", aconselha Schulman.
Cremes e mousses depilatórios
Produtos químicos que "desmancham" o pêlo.
"Podem causar sensibilidade, por isso, é indispensável fazer um teste antes da aplicação. Pode provocar ardência, irritações e até alergia. Indicado para as peles mais resistentes", ensina o cosmetólogo.
Com ou sem dor?
Os aparelhos elétricos de depilação
(existem vários modelos no mercado), são mais indicados do que as lâminas. A maioria tem discos rotativos, que extraem os fios pela raiz, com velocidades ajustáveis conforme a quantidade de pêlos. O porém, é que eles proporcionam boa depilação mas o método é doloroso e não traz bom resultado em superfícies curvas, como axilas. Uma opção indolor são os produtos para retardar o crescimento dos pêlos. Em consistência líquida ou cremosa, eles agem sobre a raiz dos cabelos, enfraquecendo sua estrutura e acabando por inibir seu crescimento.
Retirando a força
A depilação definitiva pode ser uma boa maneira de se ver livre da depilação constante, mas requer muita paciência. Feita por processo de eletrólise, que destrói a raiz com corrente elétrica, por meio de agulha fina. O resultado é lento, porque os pêlos são removidos um a um. O tratamento, feito toda semana, leva de um a dois anos, dependendo da quantidade de pêlos a ser removida. A técnica é indolor, porque é feita sob anestesia local de xilocaína.
O laser, é indicado também para peeling e tratamento de acne. Assim como a eletrólise, é indolor (um creme anestésico é aplicado na região que vai receber o laser) e pode ser aplicado em qualquer cor de pele e tipo de pêlo. Aparelhos de última geração removem todos os pêlos do corpo definitivamente em no máximo cinco sessões. Outros aparelhos aplicam loção de carbono na região que será depilada. As minúsculas partículas de carbono penetram no folículo piloso e absorvem a luz do laser, destruindo o pêlo. São necessárias de cinco a oito sessões, num período de 12 a 15 meses, para eliminar 90% dos pêlos. A depilação a laser é contra-indicada apenas para pessoas de pele muito sensível, porque pode haver nestes casos uma despigmentação
(manchas ou alteração da cor da pele). O método também não é aconselhável para pessoas bronzeadas de sol.