"Cidade precisa direcionar ações"
Texto: Eva Rodrigues
O coordenador da Comissão Municipal de Defesa Civil (Comdec),
Álvaro de Brito, lembra que outros bairros da cidade, como o Núcleo Fortunato Rocha Lima e o Redentor (ambos próximos a áreas concebidas para distritos industriais), foram projetados tendo em vista a necessidade de abrigo aos supostos trabalhadores industriais que chegariam à cidade. "Bauru teve boas iniciativas nesse sentido mas não houve um acompanhamento, aí as coisas foram se transformando e tomaram outros rumos", explica.
Brito acredita que o caminho para a solução desse impasse esteja numa definição mais clara do que seja o perfil de Bauru: "Precisamos definir e direcionar a cara que queremos para Bauru, seja uma cidade de comércio, universitária ou uma cidade mista, o fato é temos que fazer a opção e seguir nessa direção".
Agora, qualquer que seja o caminho escolhido, as melhorias em infra-estrutura na cidade são imperativas. "Em Bauru, há obras de infra-estrutura que deveriam demorar cinco anos para se concretizar e acabam levando 30 anos. Só para citar alguns exemplos, a avenida Nações Unidas foi feita em etapas e o terminal rodoviário demorou anos para ser construído", enumera Brito.
Quanto a trazer indústrias para a cidade, o coordenador pondera que é preciso avaliar com muito cuidado os reais benefícios que chegarão com o empreendimento e se vão de encontro às carências da cidade. Para geração de emprego ele aponta o incentivo ao setor da construção civil "que tem crescido de maneira desordenada e precisa ser bem direcionado por aqui". A avaliar pela profissão de nove entre 10 entrevistados no Jardim Manchester e Tangarás - pedreiro e servente -, talvez esse incentivo venha em boa hora.