Tranqüilidade marca eleição na região
Texto: Adilson Camargo
Durante o período de votação, nenhum incidente mais grave foi registrado pela polícia, na região de Bauru.
A eleição, que serviu para escolher os prefeitos e vereadores que irão administrar os municípios da região de Bauru, em particular, nos próximos quatro anos, transcorreu sem maiores problemas.
Depois de uma noite chuvosa, em toda a região, o dia amanheceu ensolarado e as ruas centrais, ou as que ficam próximas aos locais de votação, logo foram sendo ocupadas por diferentes batalhões devidamente uniformizados, cada qual desfilando com suas camisetas, bonés, "santinhos" e bandeiras.
Apesar dessa intensa mobilização, nenhum incidente mais grave havia sido registrado pela polícia, até o término da votação. Um dos poucos motivos que tirou a tranqüilidade dos policiais foi a famosa e esperada
"boca de urna", praticada por alguns cabos eleitorais mais ousados, que resolveram fazer campanha além dos limites estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
Como havia acontecido em eleições passadas, a maior parcela dos eleitores resolveu pular cedo da cama, já que o dia se anunciava muito agradável, e foi votar logo de manhã. A concentração de eleitores próximo aos locais de votação foi bem mais intensa do que aquela que se registrou no período da tarde, quando as seções ficaram praticamente vazias. Movimento mesmo somente nas ruas.
Como conseqüência dessa maior concentração de eleitores durante as primeiras horas de votação, houve filas em praticamente todas as seções. Isso acabou provocando um certo descontentamento entre os eleitores mais impacientes. Dois foram os motivos principais que originaram as reclamações. O primeiro foi a destinação de apenas uma urna para cada seção. Por isso a fila. O segundo motivo, foi a novidade representada pela urna eletrônica. Pela primeira vez, os eleitores da região entraram em contato com uma máquina onde deveriam ser registrados seus votos. Apesar de toda a propaganda oficial, a mudança no modo de votação gerou uma certa confusão na cabeça de parte do eleitorado.
Não fosse essa dificuldade no manuseio da urna eletrônica, o que pode ser considerado natural, a última eleição desse século teria transcorrido tranqüilamente.