Nível de emprego na indústria cresce em julho
Texto: Patrícia Zamboni
Um levantamento feito pela diretoria do Ciesp/Bauru mostra um acréscimo de postos de trabalho no setor industrial da cidade
O nível de emprego industrial na diretoria regional de Bauru do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) - região composta por 17 municípios
- apresentou resultado positivo no mês de julho deste ano. A variação verificada ficou em 0,47%, o que significou um acréscimo de aproximadamente 76 postos de trabalho. O resultado registrado no mesmo mês do ano passado foi de menos 0,47%.
De acordo com informações da diretoria do Ciesp, o índice total de emprego industrial referente à regional Bauru foi influenciado pelas variações positivas dos setores editorial, gráfico e de produtos alimentares - respectivamente 0,36% e 0,08% -, que são setores predominantes na região por número de empregados. Ou seja, são os que mais influenciam na ponderação do cálculo do índice total. Segundo a diretoria, o resultado só não foi ainda melhor em função da variação negativa do setor de mecânica, que foi de menos 0,65%.
De acordo com as informações passadas pela diretoria do Ciesp, o acumulado do ano é de menos 1,41%, o que representa uma redução de cerca de 232 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, a redução seria de menos 2,46%, que equivale a menos 410 trabalhadores na região.
Para o Estado de São Paulo, o acumulado no ano é positivo, com a marca de 1,02%. Nos últimos 12 meses, o Estado obteve um desempenho melhor que o da região de Bauru, resultando num percentual positivo de 0,82%.
Para o presidente do Ciesp, José Luiz Miranda Simonelli, os resultados começam a se mostrar de forma positiva, porém, a cautela ainda é essencial. "A sinalização que se mostra é positiva, mas os tempos ainda são de muito cuidado. Existe uma crise de petróleo à vista e uma série de fatores que exigem muita prudência na análise desses números. De qualquer forma, acho que começa a aparecer uma luz no final do túnel", observa.
Simonelli faz questão de ressaltar que os resultados foram alcançados sem a ajuda do governo e que os méritos são dos próprios empresários. "Quero salientar que não houve nenhuma ajuda do governo e que os méritos são exclusivamente dos empresários brasileiros, que estão sendo heróis. As condições não são favoráveis e, mesmo assim, estamos conseguindo nos manter em meio às dificuldades do panorama econômico do País", ressalta Simonelli.
Para o presidente do Ciesp, é imprescindível para o setor ter uma condição de igualdade com os outros países, em termos de carga tributária, encargos sociais, juros, financiamento à produção, entre outros fatores. "Enquanto isso não acontecer, nós vamos ficar sempre submetidos à economia externa e não conseguiremos a soberania em algum setor. Precisamos ter condições de competição niveladas com o mercado externo para prosperar. A questão da reforma tributária é urgente para o País", analisa Simonelli.