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Nélson Gonçalves
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Sindicância da Emdurb pune funcionários

Texto: Nélson Gonçalves

A comissão sindicante suspendeu funcionários por não registrarem baixa de veículos que viraram sucata no patrimônio

A acusação de sumiço de veículos da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), no início deste ano, foi apurada pela empresa através de comissão sindicante. No relatório final, apresentado em julho passado, a sindicância concluiu que não houve sumiço de veículos, mas o uso de peças de alguns na composição de outros, mais antigos. A troca de peças de carros mais velhos não é considerada uma ação irregular. A Emdurb, por outro lado, puniu funcionários responsáveis pelo patrimônio por não realizaram o procedimento de arquivo dos veículos. Assim, a sindicância conclui que não foi dado baixa dos veículos, o que originou a denúncia de sumiço.

Sem a execução da baixa, alguns veículos continuaram incorporados à frota da Emdurb. Assim, apesar de terem virado sucata com a utilização de peças para o conserto de outros, esses veículos continuaram constando como integrantes do patrimônio da Emdurb. Na conclusão, a sindicância aponta que esta falha (falta de baixa) gerou a dúvida sobre a existência ou não dos veículos elencados na denúncia. Assim, os responsáveis pelo setor foram suspensos por não realizarem o procedimento administrativo que colocaria os veículos apontados fora do patrimônio.

A sindicância foi aberta pelo presidente da Emdurb, Joaquim Madureira, para a verificação do paradeiro de um VW/Fusca 1300, nº. 119, ano 1978, placa BPP 1357, cinza; um caminhão Ford/F-600, nº. 320, ano 1977, placa BPP 1360, cinza, uma máquina de esteira D4 - CAT, nº. 476, diesel. A sindicância apurou que os veículos foram cedidos pela Prefeitura à Emdurb, em 1993, já com muito tempo de uso. "As viaturas foram utilizadas tão só para a retirada de peças que foram usadas em outras viaturas", informou o relatório final da sindicância.

Em relação aos veículos, o Fusca sofreu retiradas de peças, inclusive motor, que foram reaproveitadas em outros veículos, sobretudo nas viaturas de nº. 3, 32 e 123. Além disso, metade da carroceria também foi aproveitado. O que sobrou foi encaminhado ao almoxarifado central da Prefeitura, já como sucata sem possibilidade de utilização, traz a sindicância. Da mesma forma, o relatório final informa que o Ford/F-600 também teve suas peças retiradas e reaproveitadas, menos a carcaça do motor, que encontra-se na Oficina Mecânica. O que sobrou, chassi, carroceria e cabine, foi encaminhado também ao almoxarifado central da Prefeitura, descreveu a comissão sindicante.

Já a máquina de esteira D-4 teve suas peças extraídas e destinadas à outras máquinas semelhantes, sobretudo a de nº. 475. Já o motor encontra-se na oficina mecânica da Emdurb. Assim, a comissão sindicante concluiu que "na verdade não houve sumiço de veículos, mas, por se tratarem de viaturas desativadas e sem a mínima condição de uso, prestaram-se para retiradas de peças que foram destinadas a outros veículos".

Apesar da conclusão que eliminou a possibilidade de desaparecimento de veículos da Emdurb, a sindicância apontou a culpa de funcionários que cuidavam da baixa, o que não foi feito em relação aos veículos citados.

"Tudo foi feito sem critério, sem controle, registro ou qualquer comunicado a quem de direito. Ressalte-se a culpa dos funcionários incumbidos da documentação dos veículos, que, sem vistorias ou diligências, sempre procederam como se os mesmos estivessem regulares e transitando normalmente, causando, assim, transtornos à administração, evitando que fosse providenciada a regularização e baixa tanto no âmbito interno como junto à competente autoridade de trânsito". Os veículos indicados ainda constavam do cadastro da Ciretran Bauru e foram licenciados ainda por algum tempo.

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