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Redação
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Câmara bauruense reflete mudanças cenário nacional

A distinção das bancadas de vereadores de Bauru pelo perfil religioso reflete uma mudança já percebida em âmbito nacional. De acordo com sociólogos, o número de cristãos praticantes que passam a integrar os quadros partidários têm aumentando tanto nos grandes centros quanto nas pequenas cidades.

A razão para esse aumento explica-se pelo perfil dos cristãos praticantes. Em sua maioria, eles são lideranças incontestáveis, razão que os leva a ter maior facilidade para aglutinar votos. Somado a isso, trazem traços importantes para um político: notoriedade, dom para a oratória e bom desempenho em público.

A questão já atinge os centros de pesquisa. A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro

(UFRJ) são duas das instituições de ensino superior que tem se dedicado à questão. Também no Rio de Janeiro está o Iser (Instituto de Estudos da Religião), que tem promovido fóruns de debates e levantamentos sobre o viés religião e cidadania, que abrange questões sobre ética e participação política.

A interface religião e política tem se tornado tão forte que vários políticos estão trabalhando para criar o primeiro partido político evangélico do Brasil. O deputado federal Carlos Rodrigues, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, é quem está à frente do projeto, que deve ser detonado após a reforma partidária.

Se o partido evangélico for criado, filiados é que não irão faltar. De acordo com o Departamento de Sociologia da USP, os evangélicos já somam 18 milhões no País. E o número pode aumentar. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o pentecostalismo cresce 7% ao ano, em média, no Brasil.

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