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Redação
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Selo cristão ajuda a aglutinar votos

Nesta eleição, muitos candidatos lutaram pelos votos com um selo a mais: cristão. A identificação foi garantida pelo apoio de lideranças religiosas e as principais religiões, sem exceção, adotaram essa estratégia.

Em muitos casos, o selo ajudou a aglutinar votos. Isso aconteceu com José Humberto Santana (PDT), que recebeu apoio formal de muitas casas espíritas de Bauru e acabou recebendo a quinta maior votação entre todos os candidatos.

Com 2.383 votos, Santana, que também milita na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), está sendo conhecido como o primeiro candidato a ser eleito pela comunidade espírita de Bauru.

"Ficamos felizes pela vitória do Santana não por ele ser espírita, mas por ser um companheiro com uma extensa folha de trabalho em defesa das entidades sociais. É uma vitória da cidade como um todo", ressalta Nelí Del Nery Prado, presidente da USE - Intermunicipal Bauru.

Com maior tradição no debate das questões políticas, o Conselho Diocesano de Leigos e Leigas da Diocese de Bauru, em conjunto com o Encontro de Casais com Cristo (ECC), formalizou o apoio a seis candidatos católicos: Edmundo Albuquerque (PSDB), Isaías Daibem (PMDB), José Carlos Pereira Batata (PT), Josefina Fraga (PL), Odair Machado (PT) e Paulo Orti (PDT).

Desses, Edmundo e Batata saíram vitoriosos, com 1.929 votos e 3.601, respectivamente. O candidato petista afirma que a indicação o ajudou a conquistar votos, mas não foi um fator isolado.

"Minha vitória é resultado de uma somatória de esforços, que inclui participação efetiva na igreja, meu trabalho contra a corrupção e uma campanha diferenciada", argumenta.

Para Batata, a religião não deve nortear a distinção das bancadas integrantes da Câmara Municipal, mas sim o posicionamento político do vereador. "O que deve ser relevado é o trabalho do parlamentar em transformar a sociedade, seu conjunto de ações", opina.

Roberto Bueno (PTB) vê de maneira positiva o aumento da bancada evangélica na Câmara Municipal e não vê problema em se identificar como evangélico. "Como qualquer homem, tenho minha vida espiritual, e vejo com bons olhos que mais homens tementes a Deus sejam eleitos para o Legislativo", garante.

Segundo o petebista, a Câmara sempre teve cristãos em seus quadros, a diferença é que a sociedade passou a observar mais essa questão. "Antes, se falava mais sobre a profissão, agora falam da religião. Isso reflete uma mudança de comportamento. Acho que a sociedade está começando a observar a questão espiritual antes de votar e aprendendo que, mais do que palavras, são importantes atitudes", avalia.

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