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Asfalto

Rose Araujo
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Asfalto emergencial custaria R$ 16 milhões ao município

Texto: Rose Araujo

Um dos problemas mais sérios enfrentados pelos moradores de Bauru, sem dúvida nenhuma, é o asfalto. A pavimentação das ruas foi o principal mote das campanhas eleitorais desse ano e deverá render ainda muitas cobranças da população nos próximos anos. Isso porque a solução para o problema é cara e não depende apenas do governo municipal: demanda esforços da própria população.

Um levantamento feito recentemente pela Prefeitura Municipal mostrou que cerca de novecentos mil metros quadrados de vias públicas têm condições de receber asfalto imediato em Bauru. Para realizar o serviço, a administração municipal teria que investir cerca de R$ 16,2 milhões, o equivalente a 13,06% do orçamento previsto para 2001, que é de R$ 124 milhões. Esse total refere-se apenas

à pavimentação das ruas que já estão preparadas para receber a capa asfáltica. Existem mais 900 mil metros quadrados de vias que necessitariam, além da pavimentação, da colocação de guias, sarjetas e galerias de águas pluviais.

A informação é do secretário de Obras, Edmilson Queiroz Dias. Ele não soube dizer quanto a Prefeitura gastou nesse ano com a pavimentação da cidade. Mas, destacou que os trabalhos feitos nesse sentido foram muito poucos em relação ao que a cidade realmente necessita.

"Nesse ano, a Prefeitura deu prioridade ao pagamento de contas deixadas por outras administrações. Deixamos o caixa em ordem e, a partir do ano que vem, poderemos colocar as obras necessárias em andamento", disse.

Ele destacou que, para dar início ao processo de pavimentação, será preciso elencar as prioridades. Bairros como Parque Roosevelt e Jardim Chapadão estão na lista. "Mas não são apenas esses. A intenção é fazer o máximo possível de pavimentação asfáltica".

Dias disse que ainda não definiu junto ao prefeito reeleito, Nilson Costa (PPS), qual será a verba dentro do orçamento municipal destinada para obras de pavimentação no ano que vem. Mas, garantiu que este será um dos projetos prioritários do novo governo. "Se um prefeito pudesse fazer um grande investimento em pavimentação e solucionasse o problema da cidade, com certeza ele ganharia a admiração popular e seria considerado o melhor que já passou pela administração municipal. Mas, o prefeito não pode e não deve abrir mão dos trabalhos sociais em prol, apenas, da melhoria de infra-estrutura da cidade", salientou.

Além de pavimentar as ruas de terra, a Prefeitura de Bauru tem uma difícil missão pela frente: fazer o recape de praticamente toda a cidade. Embora muita gente não saiba, o asfalto tem prazo de validade e precisa ser renovado para que a cidade não fique intransitável. De acordo com o secretário de Obras, a idade satisfatória da capa asfáltica é de oito a dez anos, dependendo do volume de veículos que a via recebe. "Não é como iogurte, que vence e tem que jogar fora. O asfalto não perde a base e nem a resistência, mas tem que ser recapeado pois, ao contrário, começa a apresentar rachaduras e infiltrações", explicou.

Dias destacou que, tirando algumas poucas ruas do quadrilátero central da cidade, que receberam manutenção recentemente

- como é o caso da 1.º de Agosto e da XV de Novembro

-, o restante das vias pavimentadas precisa de um recape. Levando-se em consideração que cada metro quadrado de recape custa R$ 10,00 e a cidade tem 7,3 milhões de metros quadrados asfaltados, seria necessário investir um montante de R$ 73 milhões para tratar as ruas da cidade, um volume nada modesto diante do orçamento do município.

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