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Nélson Gonçalves
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Macéa critica orçamento do Esporte

Texto: Nélson Gonçalves

O ex-secretário de Esportes, Pedro Macéa, prevê dificuldades para os programas da área com corte de 38% nos repasses

Os cortes previstos no orçamento de 2001 em diferentes

áreas da administração municipal já começaram a provocar reações. O ex-secretário de Esportes, Pedro Macéa, avaliou, ontem, que o setor será muito prejudicado com a redução do orçamento em 38%, na comparação deste ano com 2001. Macéa comentou, ontem, que acredita no "prefeito Nilson Costa, mas vê restrições nos critérios técnicos adotados pela Secretaria de Finanças em relação ao orçamento da Secretaria de Esportes". O ex-secretário reuniu, ainda ontem à noite, representantes do setor para comentar o assunto.

O protesto de Pedro Macéa está nos números lançados pela Secretaria de Economia e Finanças na peça orçamentária que foi encaminhada

à Câmara. A Secretaria de Esportes teve dotação de R$ 1,315 milhão para o exercício atual, contra R$ 735 mil para o próximo ano. O ex-secretário explicou que "somente com despesas de pessoal a pasta consome R$ 600 mil por ano. Como será possível manter todos os convênios atuais, em diferentes modalidades de esportes, com o restante do orçamento que já era muito apertado".

Pedro Macéa disse que recebeu telefonema do prefeito Nilson Costa (PPS) anteontem. "O prefeito me disse que os valores seriam compensados e eu acredito nele e na forma como ele administra. Eu acredito no Nilson e ele garantiu que não vai faltar dinheiro para os programas que foram implementados, mas tenho restrições a alguns secretários", afirmou. O ex-secretário comentou que "existe obstrução a projetos de algumas secretarias dentro da Prefeitura. Quem não levar o esporte a sério no Poder Público não terá nenhum resultado. Eu acredito no Nilson mas fico muito intranquilo quando vejo a verba destinada para Esportes no orçamento enviado à Câmara".

Pedro Macéa disse que seu protesto se prende ao fato de ter assumido compromisso político pela atual administração quando esteve à frente da pasta. "Eu chamei cada setor do esporte local e pedi colaboração porque acredito no Nilson Costa. Contei com a ajuda de muita gente importante do setor, em várias modalidades e os resultados já podem ser sentidos em alguns esportes. Por isso, eu não posso agora dizer para essa gente que eu não acredito mais no que eu fiz, no que eu pedi para eles", acrescentou.

O ex-secretário também comentou que, fora da despesa com pessoal, a pasta investe em participações com clubes particulares. "A Prefeitura ajuda com a locação de alguns espaços. E eu quero dizer que isso só acontece porque seria quase impossível para o Município construir e manter equipamentos esportivos como têm hoje os clubes sociais da cidade. Os contratos de locação com os clubes são para responder pelo uso de espaço que a cidade não tem, não há infra-estrutura da Prefeitura e isso é compensado com contratos com o BAC, Luso, BTC, Noroeste e Bauru Basquete. Sem isso não teríamos tido os resultados que tivemos em competições oficiais", explicou.

Além dos clubes sociais, a Prefeitura também efetua repasses para as duas Ligas de Futebol Amador. Cada uma recebe R$ 2 mil por mês. Macéa compara que "só a taxa de arbitragem do voleibol no último sábado deu esse valor. O que salva o esporte na cidade são os clubes particulares. Sem eles não teríamos bons atletas em modalidades importantes. No futebol, uma tradição no País e na cidade, o time júnior do Noroeste conquistou o ouro nos Jogos depois de três anos sem se classificar para as finais. Não existe resultado imediato no esporte. Eu temo pelos Jogos Regionais do próximo ano, que serão em Bauru. Imagine o que será nós perdermos em casa por falta de investimento básico no esporte".

Pedro Macéa também citou despesas com viaturas, os 11 campos distritais de futebol e os quatro ginásios.

"Em cada distrital temos em torno de quatro funcionários, além dos ginásios. Só a despesa com pessoal gira em torno de R$ 6,5 mil por mês. Com esse orçamento o repasse seria de R$ 6,8 mil. Dá para pagar só os funcionários. Como ficam os convênios, os professores de escolinhas, o abastecimento dos carros, essa garotada que está motivada para a prática do esporte. Eu tenho responsabilidade nisso e como representante da secretaria eu convenci o pessoal a acreditar no programa do Nilson Costa. A coletividade começou a acreditar nisso", finalizou.

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