Funcionários do Banestado param contra privatização
A agência do Banestado de Bauru ficou fechada, ontem, até as 12h30. O motivo foi a manifestação dos funcionários, coordenada pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, em protesto contra a privatização do banco, marcada para o próximo dia 17.
De acordo com o diretor de comunicação do sindicato, Marcos Silvestre, no Paraná os funcionários do Banestado estão em greve desde o último dia 5. "A paralisação
é muito grande nas principais cidades do Paraná. Em Curitiba, a paralisação é de quase 100%, incluindo o centro administrativo", afirma Silvestre. No Estado de São Paulo, as mobilizações ainda não estão fortes.
Durante assembléia, o sindicato de Bauru decidiu que irá seguir as ações do Banestado na cidade de São Paulo. "Vamos seguir nessas ações de protesto juntamente com São Paulo. Se lá os funcionários entrarem em greve, em Bauru nós também iremos parar. A paralisação ocorrida hoje (ontem) pela manhã, já foi o reflexo dessa ação conjunta, porque em São Paulo todas as agências do Banestado pararam no período da manhã", disse Silvestre.
De acordo com ele, se amanhã os funcionários do banco na capital decidirem cruzar os braços, em Bauru o atendimento também será suspenso pelos trabalhadores.
De acordo com informações divulgadas pela Agência Folha, no final da tarde de ontem o secretário da Fazenda do Paraná, Giovani Gionédis, anunciou, em nota oficial, que está mantido o leilão de privatização do Banestado para o próximo dia 17, na Bolsa de Valores do Paraná. Segundo ele, o processo de desestatização do banco é irreversível.
"A desestatização do Banestado é uma exigência da sociedade. É a única saída para eliminar, de forma definitiva, os privilégios", diz a nota.