Santa Edwiges, protetora dos endividados, tem festa em Bauru
Texto: Ieda Rodrigues
O Dia de Santa Edwiges, protetora dos pobres e dos endividados,
é dia 16 de outubro, segunda-feira, mas em Bauru as comemorações em homenagem à Santa começam já amanhã. O número de fiéis à Santa na cidade, que
é padroeira de uma capela, no Parque Santa Edwirges, e uma paróquia, no Núcleo Mary Dota, vem crescendo.
Na capela do Parque Santa Edwirges haverá tríduo
(amanhã, sábado e domingo, às 20 horas). Na segunda-feira, a capela abrirá às 9h30, para orações dos fiéis, e será vendido o tradicional bolo de Santa Edwiges, com renda beneficente, e a missa será celebrada às 20 horas. Já a Paróquia de Santa Edwiges, no Mary Dota, criada há menos de dois anos, vai ter programação festiva, com quermesse, na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, no sábado e domingo.
Na segunda-feira, dia de Santa Edwiges, logo às 8h30 haverá bênção do Santíssimo e a igreja ficará aberta o dia todo para orações dos fiéis, coordenadas pelas diversas pastorais. A missa solene será celebrada às 20 horas, seguida de uma procissão pelas ruas do bairro.
Após a procissão, haverá pastelada beneficente.
O pároco Romildo Alceu da Silva lembrou que todas as quartas-feiras,
às 16 horas, é celebrada missa dos doentes, e que todos os dias 16 há missa às 20 horas. A tesoureira da capela de Santa Edwiges, Wilma Moraes, convida a população para as comemorações e para comprar o bolo, que vai ajudar a manter a distribuição de sopa a crianças carentes da comunidade.
Todos os sábados, a igreja distribui sopa a cerca de 60 crianças. Para manter o atendimento, conta com doações da comunidade e por isso a venda do bolo é muito importante. O pedaço menor será vendido a R$ 1,00 e, o maior, a R$ 5,00. Também são aceitas doações de qualquer espécie.
Serviço
A Capela de Santa Edwiges fica na alameda Netuno, 2-26, Parque Santa Edwirges. A Paróquia de Santa Edwiges fica na rua Cabo Torelli Aguinelli, 1-129, no Núcleo Mary Dota.
A história
Santa Edwiges nasceu por volta de 1174, na Alemanha, numa família muito rica. Por amor a Deus, preferiu levar uma vida simples e jamais deixou-se impressionar pela riqueza. Educada no mosteiro das Beneditinas, fez da Bíblia a sua fonte de consolação interior e devoção.
Quando se casou com o duque Henrique, mudou-se para a Polônia. Mesmo com filhos, encontrava tempo para dedicar-se às obras de caridade. Cuidava dos doentes, intercedia a favor dos injustiçados e dava assistência aos pobres e endividados.
Após cumprir seu dever de mãe e esposa, com o consentimento do marido, conseguiu permissão junto ao bispo para viverem separados e, assim, dedicar mais tempo às orações e à caridade e a fazer jejuns. Depois da morte do marido, passou a morar no convento e morreu em 1243.