Geral

Encontro

Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Dor é tema de encontro hoje em Jaú

Apesar do tema, o evento de carater mundial tem em sua programação atividades voltadas para o lazer, como a cavalgada

Com o objetivo de divulgar as iniciativas dos centros de tratamento da dor e angariar fundos para os serviços que atendem pacientes terminais, estará sendo realizado hoje em Jaú, um evento que promete mobilizar, além de especialistas da

área, também a população. É o "BT Voices For Hospices", realizado a cada três anos pela British Telecom e BBC de Londres. Pela segunda vez Jaú estará sediando o evento.

Segundo especialistas, a dor é um assunto ainda pouco discutido no Brasil, principalmente por envolver questões culturais e sociais. Frases como "toda a dor tem cura" e "o brasileiro ainda sofre mais do que precisa" estão sendo repetidas por vários médicos que estão se especializando em clínica de dor, nova área da medicina que vem ganhando força com o nome de algiologia e atraindo a atenção de diversas áreas da medicina para o problema, hoje tratado em caráter amplo e não apenas como um dos sintomas das doenças crônicas.

"A parceria entre a comunidade, os médicos e o hospital tem que ser o novo paradigma nas próximas décadas. O brasileiro não tem o costume de tratar a dor adequadamente, hábito muito difundido nos Estados Unidos e em todo o mundo. Daí a importância deste evento", afirma o médico Antônio Carlos Camargo, fundador do Centro de Terapia da Dor da Santa Casa de São Paulo, do Centro de Terapia da Dor e Medicina Paliativa do Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, e autor do recém lançado livro: "Dor: Diagnóstico e Tratamento".

A abertura do evento será às 9 horas, com a exposição de quadros da artista Karleen Duncan (os quadros foram doados). Em seguida, haverá uma cavalgada, que será iniciada com a presença do médico João Figueiró, presidente do Programa Nacional de Educação em Dor e conta com o apoio da Associação de Cavalos Mangalarga de Jaú e da Associação dos Criadores de Cavalos de Jaú. A partir de 14 horas, haverá um passeio ciclístico, com os estudantes das escolas da região. Um Festival de Música encerrará o evento, a partir das 19 horas, com a participação da Orquestra Sinfônica e Coral de Botucatu.

O evento é de caráter mundial - está sendo organizado pela British Telecom, pela BBC de Londres - e envolve 44 países e 372 centros de tratamento da dor de todo o mundo, conhecidos nos Estados Unidos como hospices. O especialista Antônio Carlos Camargo teve a iniciativa de sediá-lo em Jaú, hoje um importante centro de tratamento de dor no Brasil, com o objetivo de arrecadar fundos para a construção do novo centro de tratamento da dor do Hospital Amaral Carvalho, que foi projetado dentro dos padrões britânicos para atendimento diário da população. "O volume de atendimento de pacientes com dores crônicas oncológicas

(devido ao câncer) no hospital é muito significativo. Cerca de 500 internações de pacientes com câncer em estágio terminal são realizadas por ano, sem contar o atendimento ambulatorial. Por essa razão, estamos arrecadando fundos para a construção deste novo centro, que pretendemos, futuramente, transformar em um Centro Escola de Terapia e Cuidados Paliativos da Dor", explica Camargo. O valor estimado para a arrecadação de fundos durante o evento é em torno de R$ 8.000,00, por meio da venda de camisetas para os participantes do evento e para a comunidade. As camisetas foram doadas pelo laboratório Zodiac Tecnofarma e a construção do novo centro de dor está sendo apoiada pelo Banco Lloyds TBS, pela Associação Médica Brasileira, através do Programa Nacional de Tratamento da Dor e Cuidados Paliativos, pela Câmara Americana do Comércio e pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED).

Hospice

O Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, representará o Brasil, pela segunda vez, no "BT Voices For Hospices", dia 14 de outubro. O evento é realizado a cada três anos pela British Telecom e BBC de Londres, com a participação de países de todos os continentes, com a finalidade de divulgar as iniciativas dos centros de tratamento da dor, além de angariar fundos para os serviços que atendem pacientes terminais.

No Brasil, o HAC foi pioneiro ao instalar a primeira Enfermaria Hospice há 8 anos. Com 11 leitos, a enfermaria recebeu quase 400 pacientes terminais em 1.999, oferecendo atendimento humanizado e de alto nível tecnológico, através de equipe multidisciplinar que assiste não apenas os pacientes como também seus familiares.

Em 1.997, o BT Voices For Hospices reuniu centenas de pessoas nas programações esportiva e cultural. Este ano, a expectativa é de aumentar ainda mais a participação e elevar o montante arrecadado que será utilizado na Enfermaria Hospice do HAC.

Comentários

Comentários