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13.º salário

Rose Araujo
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13.º salário deve injetar R$ 20 milhões na economia bauruense

Texto: Rose Araujo

A projeção é feita com base no potencial de consumo da cidade e na renda per capita da população

O pagamento do 13.º salário, que começa a ser efetuado no próximo mês, deve injetar de R$ 20 a R$ 30 milhões na economia bauruense. O cálculo é feito com base no potencial de consumo e na renda per capita dos moradores da cidade, levando em consideração a População Economicamente Ativa (PEA), que é de um terço do total de habitantes do município, ou seja, cerca de 100 mil pessoas.

As contas foram feitas pelo economista Reinaldo César Cafeo, que acredita que este será um dos melhores Natais dos últimos tempos. "As expectativas são muito positivas para esse final de ano. O País está passando por uma fase próspera e o trabalhador não está vendo estímulo na aplicação financeira", salientou.

De acordo com ele, a poupança não tem sido vista como um bom negócio pela maioria da população. Por isso, as compras devem ser o destino certo de boa parte desse valor extra que vai entrar no bolso dos bauruenses. "As pessoas estão se sentindo mais seguras, já que o nível de emprego tem se mantido estável ultimamente. Acredito que isso levará muita gente a investir nos presentes de Natal". Ele salientou que, se os empresários souberem atrair a atenção dos consumidores, vão conseguir realizar boas vendas nesse final de ano.

As empresas que ainda não efetuaram o pagamento da primeira parcela do 13.º no meio do ano, terão duas oportunidades agora. Elas poderão dividir o salário em duas parcelas, a serem pagas nos dias 20 de novembro e 20 de dezembro, ou então, deverão pagar de uma única vez no dia 10 de dezembro.

Os bancos oficiais estão oferecendo linhas de crédito especiais para este tipo de pagamento. O Banco do Brasil estabeleceu o valor de R$ 220 mil como teto para o financiamento, limitados ao valor da folha de pagamento. Os encargos cobrados são de 1,39% ao mês para os clientes que realizam o pagamento dos funcionários através da instituição; e de 1,89% para os demais clientes. A quitação do financiamento pode ser feita até 31 de julho de 2001. Para requisitar o serviço, a empresa tem até o dia 31 de janeiro de 2001.

Na Caixa Econômica Federal (CEF), os juros são cobrados da seguinte maneira: até o valor de R$ 30 mil, TR mais 0,833%. Acima disso, TR mais 2%. Já o Banespa oferece o financiamento para o 13.º salário com prazo máximo de seis meses, com três de carência. As taxas variam de 2% a 3% ao mês.

Resgatar crédito

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) acredita que muitas pessoas deverão aproveitar a entrada do 13.º salário no orçamento para quitar suas dívidas e resgatar o nome da lista de inadimplentes. De acordo com dados fornecidos pela gerente do órgão, Sônia Rosa de Oliveira, o número de cancelamentos de ocorrências cresceu mais de 90% entre novembro e dezembro do ano passado. "As pessoas que estão programando comprar a prazo no comércio aproveitam a oportunidade para limpar o nome e conseguir crédito novamente", explicou.

Os número passados por ela mostram que em outubro de 99 foram feitos 3.109 cancelamentos, contra 4.032 em novembro e 7.856 em dezembro (confira quadro).

Até o dia 13 desse mês, o SPC registrava 49.406 pessoas na sua lista, sendo que o total de ocorrências era de 91.610.

"O número de ocorrências é bem maior que o de clientes pois uma mesma pessoa pode estar com dívidas em várias lojas distintas", explicou.

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