Megaoperação da Sear começa amanhã
Texto: Erika de Lima
Mesmo sendo um trabalho corretivo e não de prevenção, a mesma megaoperação de limpeza e desobstrução de bocas-de-lobo, realizada no ano passado pela Secretaria das Administrações Regionais (Sear), deverá ser iniciada a partir de amanhã.
A Secretaria pretende limpar, cerca de 3.500 bueiros das regiões que englobam as sete regionais administrativas, para atender os cerca de 45 mil munícipes de cada regional.
O trabalho partirá das regionais para os bairros. Cada Regional tem uma programação pré-estabelecida para a megaoperação.
De acordo com o titular da Sear, Celso Donizeti, a megaoperação de 1999 surtiu bons resultados, portanto, será retomada neste ano. "Com a limpeza dos bueiros, conseguimos evitar maiores problemas à cidade com relação às enchentes", afirma.
Para tanto, a Sear adquiriu sete caminhões basculantes, dois tratores lâminas (próprios para remover areia de pistas e pequenas correções), dois tratores roçadeiras e 15 roçadeiras costais, que servem para limpeza dos canteiros centrais e avenidas.
Além disso, a Secretaria conseguiu aumentar a equipe da frente de trabalho, contratando mais 40 funcionários efetivos, através de concurso público, que trabalharão na megaoperação. Hoje, a Sear possui 127 ajudantes gerais para prestar serviço à comunidade.
Donizeti acha que esse trabalho ajuda a reduzir a incidência de lixo nas praças e canteiros centrais das avenidas da cidade. "Assim as pessoas vêem como o local está limpo e não jogam materiais inservíveis," frisa.
O secretário disse que as equipes encontram muito lixo e de variados tamanhos dentro dos bueiros, canteiros, terrenos e praças da cidade. Ele contou que objetos como tapetes, bolas de futebol cadeiras e "pernas" de gesso já foram retirados de diversas bocas-de-lobo. "Até mesmo um quadro de uma bicicleta foi encontrado dentro de um bueiro. Se há manutenção, as pessoas vêem que o local está limpo, se conscientizam e não sujam", acrescenta.
Mas esses materiais não são os únicos culpados na opinião do secretário. Ele também alia o entupimento dos bueiros e as inundações às ruas de terra e à falta de galerias. E ressalta que, muitas bocas-de-lobo entopem em dias de fortes chuvas justamente por causa das terras das ruas que não têm pavimentação.
"A falta de galerias e ruas pavimentadas em alguns núcleos aumenta a probabilidade de surgirem enchentes. O Jardim Andorfato
é um exemplo, pois possui galerias de águas pluviais, mas não tem pavimentação e, com as chuvas, acaba assoreando o rio, que resulta no transbordamento e inundações", observa.
O titular da Secretaria de Obras, Edmilson Queiroz Dias, rebate:
"Estamos trabalhando para reduzir as grandes erosões e isso deve-se a um trabalho a longo prazo, mas já estamos desassoreando alguns pontos, como o rio Bauru para evitar situações de enchente".
Com o assoreamento, os córregos transbordam e de um certo modo afetam a população ribeirinha, que tem seus barracos invadidos pelas águas pluviais quando chove. Um exemplo disso, são os vários barracos que desmoronaram neste ano por causa de tempestades, como na avenida Lúcio Luciano no Jardim Andorfato.
A Sear pretende, com o mutirão, trabalhar nos 265 bairros de Bauru, para corrigir os problemas encontrados nas vias públicas, bem como remover lixo das bocas-de-lobo. A Secretaria registrou 87 mil pedidos em 1999 e, segundo Donizeti, já está alcançando 80 mil neste ano. Ele espera que esse número chegue a 120 mil entre tapa-buracos e limpeza de guias e sarjetas, prometendo atender a todos.
Assim como o número de pedidos, o investimento na Secretaria também foi alto. Aproximadamente R$ 800 mil foram gastos do Orçamento de 2000, entre equipamentos e veículos.
O titular da pasta disse que a compra dos novos equipamentos foi muito bem-vinda, já que desde 98 faltavam veículos e maquinários. "Com a verba deste ano, a Secretaria comprou três kombis e três picapes novas, que terão rádios, tornando o trabalho dos ajudantes gerais mais ágil", promete.
Novos veículos, como pá-carregadeira, motoniveladora e outros equipamentos, deverão ser comprados até 2004, garante Donizeti.
Vale lembrar que a megaoperação é realizada em conjunto com a Secretaria de Obras e, em casos emergenciais conta com a colaboração de outros setores do município.