Veículo capota no centro da cidade
Texto: Josefa Cunha
Um dos cruzamentos mais movimentados na zona central de Bauru foi palco de um violento acidente no início da tarde de ontem, quando um Escort foi atingido por um Fusca e acabou capotando no meio da rua Gustavo Maciel. Simone de Campos Marquioli, grávida de sete meses, estava no Escort e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros com vários ferimentos.
O real motivo do acidente só será apurado pela Polícia Técnica, mas o cenário registrado após a colisão revelava que o Ford Escort (placas GMO 1759 de Bauru) que descia pela Gustavo Maciel, invadiu a preferencial do Fusca (BQS 8926 de Bauru), que transitava pela rua Presidente Kennedy. O motorista do Escort, Adair Aparecido Marquioli, porém, garantiu que já havia atravessado metade do cruzamento quando foi colhido pelo Volkswagen. "Ele veio muito depressa", contou.
A batida foi tão forte que fez o Escort capotar e se arrastar por alguns metros após a esquina. Um Chevrolet Ipanema
(placas BHK 1234 de Bauru), que estava estacionado na Gustavo Maciel, acabou sendo atingido pelo Ford, que ficou praticamente achatado com o acidente. Desesperado com o estado da mulher, Adair Aparecido Marquioli não esperou o Corpo de Bombeiros chegar para socorrê-la. Simone foi retirada do veículo com cortes na cabeça e nos braços, mas foi encaminhada ao Pronto Socorro consciente. O JC não conseguiu informações sobre o estado dela na unidade de saúde.
O motorista do Fusca, Alexandre Lourenço França, não estava no local do acidente - tinha ido às pressas no despachante buscar a documentação do veículo
- para dar sua versão, mas, segundo a Polícia Militar, ele teria dito que o Escort não respeitou a parada obrigatória existente no cruzamento.
O proprietário da Ipanema que foi atingida, Paulo Marcos Villas Boas Tambara, tem um escritório no local e disse que os acidentes - ou ameaças de - são comuns naquela esquina. Contou também que as ocorrências eram menos freqüentes quando existia uma lombada na Gustavo Maciel, pouco antes do cruzamento com a Presidente Kennedy. "Toda semana tem batida aqui, mas as ameaças de acidente são quase diárias. Já trabalhei na Companhia de Trânsito em São Paulo e sei que a tática é atacar os pontos críticos usando as estatísticas. Não quero me intrometer, mas acho que a Emdurb deveria fazer um estudo melhor sobre essa esquina e tomar providências, como a instalação de um semáforo, por exemplo. Eu, aliás, nunca estaciono meu carro aqui e também oriento meus funcionários a fazer o mesmo. Hoje, por infelicidade, deixei ele aqui por que não havia vaga no estacionamento. Bastaram cinco minutos para baterem nele", lamentou.