Apreendidas mais aves em Piratininga
Texto: Tânia Fonseca
Por dois dias consecutivos, a Polícia Florestal esteve em Piratininga checando denúncia e apreendendo aves silvestres
A Polícia Florestal, com sede em Bauru, voltou a Piratininga ontem, após nova denúncia, e apreendeu 53 aves da fauna silvestre que estavam sendo matidas indevidamente em cativeiro. O pretenso dono dos pássaros foi autuado por infringir a Lei de Crimes Ambientais e além multa pode estar sujeito também a condenação.
Entre os passarinhos apreendidos figuravam sabiás, azulões, avinhados, coleirinhas, patativas, sanhaços, sangrinhos, melros e bigodinhos. Estavam todos em gaiolas, no quintal da residência do aposentado Mário Ferreira, 48 anos, localizada na Vila Soares.
Depois de apreendidas pelos policiais, as aves foram levadas ao Zoológico Municipal de Bauru onde passarão por uma avaliação. Segundo o sargento florestal Renato Gomes de Oliveira, aquelas que tiverem boas chances de sobrevivência fora da prisão, serão devolvidas à natureza. Outras, que apresentarem alguma dificuldades de adaptação devem permanecer em cativeiro no Zôo.
Anteontem, a Polícia Florestal já havia estado em Piratininga, também motivada por uma denúncia de que aves eram mantidas em cativeiro indevidamente. Na ocasião foram apreendidos pixarros, azulão, maritacas e outros. Ontem, após mais uma denúncia, os policiais voltaram
à cidade e em outra propriedade, fizeram a apreensão.
São denúncias que qualquer pessoa pode fazer quando sabe ou desconfia da existência de animais mantidos em cativeiro, sem autorização do órgão competente. Para fazer a denúncia, a pessoa não precisa se identificar e basta ligar para o telefone (014) 230-2700. A Polícia Florestal garante sigilo sobre a denúncia.
No caso das aves apreendidas ontem, o suposto dono, alegou à polícia que as trouxe de São Paulo há cerca de cinco anos. Mas alguns pássaros, segundo o sargento Renato apresentavam ferimentos e sinais de que estavam se debatendo nas gaiolas e isso seria um indicativo de que poderiam ter sido capturadas recentemente e por isso estariam ainda muito assustadas.
"Mas isso está sendo investigado". Ainda segundo a Polícia Florestal, a denúncia 'falava' também em comércio de aves, o que não ficou comprovado ontem.