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Qualidade Total

Josefa Cunha
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PII de Bauru implantará qualidade total

Texto: Josefa Cunha

Começou a ser desenvolvido ontem, na Penitenciária II de Bauru, o projeto-piloto para a implantação do Plano de Qualidade Total na unidade. Dos 232 funcionários do estabelecimento, 126 estão participando da primeira fase do programa e deverão agir como multiplicadores de informações até o início efetivo do plano. A iniciativa, pioneira no sistema carcerário do Estado e incentivada pelo diretor de infra-estrutura da P II, João Vicente, objetiva melhorar a qualidade do quadro funcional e, por conseqüência, a imagem da instituição.

O programa será desenvolvido pelo professor Édson Baird Ferraz, funcionário do sistema e responsável pela disciplina "Modernidade" na Escola da Administração Penitenciária. Ele explicou que o método a ser utilizado na unidade de Bauru será o da ferramenta "Cinco S", plano de qualidade de origem japonesa, mas perfeitamente aplicável

às condições brasileiras. "O programa busca melhorar a instituição em seu ambiente de trabalho e, com isso, conseguimos avanços expressivos na execução das tarefas. Qualidade se obtém através das pessoas, não de máquinas", ensina o professor.

A primeira fase do plano, que se divide em cinco fases como o próprio nome diz, consiste no ensinamento dos conceitos e técnicas da ferramenta. Depois de absorver esses pontos, os agentes multiplicadores passam as informações aos demais companheiros e formam o comitê Cinco S. Somente a partir daí, o que geralmente consome dois meses de trabalho,

é que se inicia efetivamente o planejamento da implantação do programa. "Temos o dia para o start, mas o plano nunca termina, porque a busca pela qualidade não tem fim. É um processo constante de aprimoramento."

A implementação do projeto se divide em duas etapas, sendo a primeira de caráter operacional. Nela, todos os funcionários são chamados a cumprir as fases do descarte daquilo que não é útil (na administração pública, a papelada quase sempre vem em primeiro lugar), da ordenação e da limpeza, tendo em todas elas a premissa da funcionalidade.

A etapa da sustentação resume-se à prática das três fases anteriores e à assimilação de condutas pessoais, como cuidados com a saúde física e mental. Segundo Ferraz, essa é a hora de se inserir palestras abordando questões como o fumo, álcool, drogas, planejamento familiar, entre outros. O relacionamento interpessoal também é destacado, especialmente pela necessidade do respeito mútuo entre os colegas de trabalho. Por fim, o último "S", que tem a disciplina como ponto-chave.

"Ao fecharmos o ciclo, temos todos os funcionários conscientes de sua importância individual no processo. Aliás, a qualidade do agente de segurança se faz fundamental porque ele deve ser o paradigma do sentenciado e não o contrário", considerou.

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