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Rose Araujo
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Protesto contra privatização atrasa abertura do Banespa

Texto: Rose Araujo

Todas as agências de Bauru abriram suas portas ao público

às 11h30, depois de uma manifestação do Sindicato

As agências do Banespa abriram com uma hora de atraso, ontem, em Bauru. A demora foi uma forma de protesto contra a privatização do banco, marcada para o dia 20 de novembro, de acordo com informações do Sindicato dos Bancários de Bauru.

O diretor da entidade, Marcos Aurélio Silvestre, explicou que foi distribuído um manifesto público durante o período em que o banco permaneceu fechado. "A idéia

é conscientizar a população sobre as conseqüências que a venda do banco público pode trazer para o Estado de São Paulo", disse.

Ele salientou que a privatização apresenta uma série de irregularidades e que, mesmo que fosse legal, traria consigo muitos prejuízos à população. "Os exemplos estão por todos os lados. Basta ver o que aconteceu com a Telesp e da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) depois da privatização", disse.

Silvestre destacou que existe a possibilidade da realização de uma greve dos funcionários do Banespa a partir do próximo dia 26, com dois objetivos: um deles é fazer com que a Assembléia Legislativa aprove a implementação do plebiscito sobre a venda da instituição; o outro, reivindicando a renovação do acordo coletivo dos funcionários, que deveria ter ocorrido no mês passado, data-base da categoria.

A assessoria de imprensa da Assembléia Legislativa informou que a Comissão de Justiça da Casa deu parecer favorável

à constituição do pedido de plebiscito em Projeto de Decreto Legislativo. Com isso, ele poderá ser encaminhado ao Plenário da Assembléia para votação. A assessoria destacou, no entanto, que o processo recebeu uma ressalva de um dos membros da Comissão, recomendando ao presidente da Assembléia que envie o processo para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) avaliar, antes de colocá-lo em discussão.

Silvestre salientou que, em todo o País, cerca de 300 agências do Banespa realizaram o protesto ontem. Oitenta por cento dos funcionários do banco estiveram envolvidos na manifestação.

Banestado

O diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru, Paulo Sérgio da Silva, destacou que os 14 funcionários da agência do Banestado em Bauru ficaram apreensivos com a venda da instituição para o Itaú. "Eles temem por seus empregos", explicou.

De acordo com ele, quando adquiriu o Banerj, o Itaú fechou a agência de Bauru e demitiu praticamente todos os funcionários.

"Somente três foram incorporados ao quadro do banco, assim mesmo depois da intervenção do Sindicato", disse.

Silva lembrou que a mobilização dos funcionários deverá ter continuidade, mesmo depois da venda efetuada.

"Eles mudaram de patrão, mas continuam trabalhando normalmente e devem estar atentos a todas as mudanças que virão".

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