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Redação
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Médico leva estudo inédito ao Japão

Endocrinologista de Marília apresenta trabalho sobre Efeitos Cardíacos do Tratamento do Hipertireoidismo Subclínico

O endocrinologista professor da Faculdade de Medicina de Marília

(Famema), José Augusto Sgarbi, apresenta em sessão oral, no 12º Congresso Internacional de Tireóide, em Kyoto, Japão, de 22 a 27 de outubro, um trabalho inédito sobre os Efeitos Cardíacos do Tratamento do Hipertireoidismo Subclínico.

Segundo Sgarbi, o hipertireoidismo subclínico é uma forma muito leve de hipertireoidismo, geralmente com poucos ou nenhum sintoma e frequentemente não diagnosticado.

Acreditava-se que o hipertireoidismo subclínico não traria consequências para o coração, por isso o seu tratamento não era recomendado pelos endocrinologistas.

Recentemente, um trabalho apresentado no final de 1999, nos Estados Unidos, mostrou que mesmo essas formas mais leves de Hipertireoidismo são prejudiciais ao coração, mas nenhum grupo havia estudado os efeitos cardíacos do tratamento precoce do hipertireoidismo Subclínico. Nessa época, o trabalho realizado no HC da Famema, no ambulatório de Tireóide, já estava em fase final de execução, em parceria com a disciplina de Cardiologia.

Foram estudados diversos pacientes com avaliação cardiológica completa, incluindo monitorização eletrocardiográfica em 24 horas (Holter) e ecodopplercardiografia, realizados antes do tratamento, 2 e 6 meses após o controle do hipertireoidismo com droga anti-tireoidiana.

Segundo Sgarbi, comparando-se com o grupo de controle, observou-se que os pacientes apresentavam aumento do índice de massa cardíaca, aumento da frequência cardíaca média, aumento do número total de batimentos cardíacos em 24 horas e da ocorrência de arritimiascardíacas, além de alterações nas funções de contração e relaxamento do músculo cardíaco.

Sgarbi informou que após seis meses de normalidade da função tireoideana, repetiu-se toda a avaliação cardíaca e foi constatada melhora das alterações observadas no coração antes do tratamento.

Este estudo foi parcialmente apresentado no 9º Congresso Brasileiro de Tireóide, realizado em

Gramado, no início de maio deste ano, onde foi pré-classificado pela Comissão Científica do Evento, como melhor trabalho clínico.

Já no Congresso Mundial de Tireóide, a ser realizado em Kyoto, Japão, o estudo também foi muito bem classificado, tendo merecido a segunda melhor nota, entre os trabalhos aceitos provenientes da América Latina.

O docente informou que este Congresso é o mais importante em Tireóide e que ocorre a cada 5 anos. "Geralmente os melhores trabalhos e de maior interesse são selecionados para apresentação oral", afirma.

Ele receberá um "grants"da Sociedade Latinoamericana de Tireóide para auxiliar sua viagem ao Japão.

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