Estudante de Bariri é vítima de seqüestro-relâmpago em Bauru
Texto: Ieda Rodrigues
A estudante Taísa Silva Fávero, 20 anos, moradora em Bariri, foi vítima de um estranho seqüestro-relâmpago em Bauru na última segunda-feira à noite. Os ladrões, um homem e uma mulher, levaram apenas três cheques assinados pela estudante, que não foram descontados, e segundo ela contou à polícia, disseram que o objetivo do roubo era fazer com que o pai dela sofresse.
A vítima foi abordada por uma mulher loira, armada de canivete, na quadra 8 da rua Benedito Moreira Pinto, quando saía da Universidade do Sagrado Coração (USC) em direção ao seu carro. Mediante ameaça, a mulher obrigou Taísa a acompanhá-la até um Gol azul metálico, modelo antigo, onde um homem negro aguardava na parte traseiro do veículo, que estava sem o banco.
A estudante relatou que foi obrigada a entrar no Gol, junto com o casal. Em seguida, a mulher loira colocou o veículo em movimento, seguindo algumas quadras, até parar em um terreno baldio. No local, obrigou Taísa a descer do carro, sempre a ameaçando com o canivete.
O casal, então, teria obrigado a estudante a assinar três cheques do Banco Itaú - duas no valor de R$ 1 mil cada uma e, a terceira folha, em branco. Em alguns momentos, a mulher tocou com a lâmina do canivete no corpo da estudante, o que causou escoriações, para obrigá-la a assinar as folhas de cheque.
O homem chegou a rasgar parte das roupas da estudante, mas não chegou a molestá-la sexualmente. O homem disse, segundo Taísa, que estava sendo pago para fazer o pai dela sofrer, dando a entender que o assalto era uma espécie de vingança. Após pegar as folhas de cheque assinadas, o casal liberou a estudante, que procurou a delegacia de registrou boletim de ocorrência.
Taísa contou à polícia, que em setembro do ano passado, recebeu várias ligações telefônicas em sua residência, em Bariri, muito estranhas, que podem ter ligação com o seqüestro-relâmpago. Pelo tom de voz, Taísa achou que o interlocutor era um homem. Nas ligações, o interlocutor dizia que sabia que a chave do banco em que o pai da vítima trabalha, em Bariri, estava na casa onde a vítima se encontrava e ele iria passar para pegá-la.
Nessa ocasião, a estudante, segundo relatou à polícia, chegou a ver um Gol azul metálico, modelo antigo, estacionado em frente à sua casa, em atitude suspeita. Ela, no entanto, não conseguiu identificar os ocupantes. Na época, a estudante registrou os fatos na polícia de Bariri. Taísa também disse que, um dia antes do assalto, foi efetuado um misterioso saque de R$ 300,00 de sua conta corrente, já que ninguém mais além dela teria a senha e o cartão não havia saído de seu poder.
O caso foi registrado no Plantão Policial em Bauru e foi encaminhado para a Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) para investigação. Ontem, o Jornal da Cidade falou rapidamente com Taísa, por telefone, mas a ligação caiu e as novas ligações não foram atendidas, não sendo possível mais detalhes.
Ela apenas disse que não tem motivos para acreditar que o seqüestro-relâmpago tenha sido uma vingança contra seu pai, mas também não soube explicar a série de situações estranhas vividas. "Moramos há muitos anos aqui e meu pai nunca teve problema com ninguém. A gente está ainda sem saber o porquê disso tudo", disse.
30 colmeias são furtadas de fazenda
A polícia registrou ontem um furto curioso em Bauru. Trinta caixas, contendo abelhas e mel, foram furtadas da Fazenda Bauru, localizada próximo ao Jardim Chapadão. O proprietário das colmeias, o apicultor Altair Donizete Teodoro, 34 anos, disse que iria retirar o mel nos próximos dias e que o prejuízo foi de, pelo menos, R$ 1,8 mil.
As colmeias estavam próximas uma da outra, numa área cercada e fechada com cadeado na Fazenda Bauru. Para retirar as caixas com as abelhas, os ladrões tiveram que estourar o cadeado. Provavelmente, também tiveram que usar roupas especiais de apicultura e fumaça, para transportar as abelhas.
Foram deixadas no local, segundo Teodoro, apenas as caixas que estavam vazias, sem abelhas e mel, no total de dez. De acordo com o apicultor, a retirada das colmeias deve ter demandado bastante tempo e os ladrões, provavelmente, tiveram que usar um caminhão para transportá-las.
Teodoro estima que as 30 colmeias renderia cerca de 225 quilos de mel nesta safra. Dono de outras cerca de 120 colmeias, instaladas em outras áreas rurais, o apicultor acredita que o ladrão ou ladrões seja alguém que já trabalha com apicultura ou esteja iniciando na atividade.