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Rose Araujo
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Ipem autua 54% dos veículos de cargas perigosas fiscalizados

Texto: Rose Araujo

A maioria apresentava pneus e sistema de freios deficientes, o que coloca em risco vidas nas estradas

Cinqüenta e quatro por cento dos veículos que transportam cargas perigosas vistoriados ontem pelo Instituto de Pesos e Medidas

(Ipem) - órgão ligado à Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo - apresentaram algum tipo de irregularidade. Todos eles foram autuados pelo órgão e poderão pagar multas de até R$ 5 mil.

De acordo com o supervisor técnico do Ipem, Luiz Antonio Brizzi, esse índice ficou abaixo do que costumava ser verificado pelo órgão em fiscalizações anteriores. Mesmo assim, a quantidade de irregularidades e a gravidade delas foram consideradas altas. "Em outras ficalizações, já chegamos a autuar mais de 80% dos veículos. Mas, não é porque o índice de caminhões multados abaixou que temos algo a comemorar", destacou.

Foram vistoriados 41 veículos, a maioria caminhões-tanque.

"A fiscalização engloba qualquer tipo de veículo que transporta carga perigosa. No entanto, na nossa região os mais encontrados são os caminhões de combustíveis", explicou.

A fiscalização observou diversos itens do veículo, como freios, direção, suspensão, pneus, além de normas específicas, como armazenamento da carga e certificação do Inmetro. "Para circular, esses veículos precisam de uma autorização do Inmetro, que só libera o certificado depois de uma criteriosa inspeção. Mas, a experiência nos mostra que muitos motoristas só deixam o veículo em dia no momento da fiscalização. Depois, não fazem manutenção nos sistemas de segurança, deixando o caminhão em condições perigosas para eles próprios", explicou.

Nos 22 veículos autuados foram encontradas 128 irregularidades, entre elas pneus e sistema de freios deficientes. Um fato curioso encontrado pelos fiscais foi em relação a um motorista que estava transportando combustível. O caminhão que ele dirigia era autorizado para o transporte de DPPE (uma espécie de óleo denso e preto). Para manter este produto sempre em estado líquido, o caminhão possui uma serpentina sob o tanque, que aquece o óleo. O perigo era essa serpentina ser acesa com um líquido inflamável dentro do tanque - no caso, gasolina. "O motorista correu um grande risco", disse.

O supervisor do Ipem salientou que o motorista explicou aos fiscais que não sabia que a certificação do caminhão não permitia a ele o transporte do combustível. Mesmo assim, ele foi autuado.

As multas aplicadas aos motoristas imprudentes variam entre 2,4 mil a 4,8 mil Ufirs - entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil.

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