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Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 2 min

Nova economia: foco no conceito e não na tecnologia

(*) Reinaldo Cafeo

Muito se discute em termos conceituais na chamada "nova economia", inaugurada com Internet e empresas de tecnologia.

Parece-nos que começam a surgir algumas convergências nessas questões.

Primeiro, que há muito investidor "quebrando a cara". Entraram com fartos recursos (e coloquem fartos nisso), sem fazer a antiga lição de casa, ou seja, analisar a viabilidade econômico-financeira do negócio. Foram na empolgação.

Na prática, podemos elencar dois tipos básicos de negócios: empresas que operam na Internet e possuem boa base no mundo real, com logística e tudo que se faz necessário para atender o exigente consumidor; e outros que focalizam no conteúdo e são virtuais plenas.

Mas muitos empresários (independente do porte da empresa) ainda pensam que a tecnologia é que move a Internet. Avalio como ledo engano. A tecnologia é um detalhe e é oferecida aqui e acolá. O grande diferencial é o conceito de Internet.

O conceito certo, com a tecnologia certa, viabiliza o negócio.

Nova economia é sinônimo de velocidade, de conexão, de conteúdo, de mudanças nas referências de causa e efeito.

A escassez, por exemplo, clássico problema econômico, abre espaço para a abundância. Sentimo-nos impotentes com tanta informação.

Mesmo o velho "conflito" estabilidade e crescimento abre espaço para uma definição ampla do mercado: focada no consumidor, àquele que exige e impõe novas regras na relação de consumo. A economia americana que o diga.

Há muito que investigar ainda, mas podemos e devemos começar a elencar pontos comuns, que podem até não permanecer como verdadeiros daqui a alguns anos, mas por certo, será o embrião de novos rumos que a nova economia está levando a humanidade a tomar.

Devemos ficar atentos às "pequenas" e velozes

"revoluções" por que passamos.

(*) Reinaldo Cafeo é delegado do Corecon - www.economiaonline.com.br

- cafeo@economiaonline.com.br

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