A pane no sistema de telefonia fixa de Bauru atingiu 36.907 linhas da central Altos da Cidade, que engloba os telefones da região central da cidade. A informação foi divulgada ontem pelo superintendente de Operação e Manutenção da Planta Interna do Interior e Centro-Oeste do Estado, Márcio Camargo Penteado.De acordo com ele, ficaram totalmente mudos 24.667 terminais, enquanto que 12.240, que correspondem aos prefixos 223 e 224, estiveram parcialmente paralisados. "Essas linhas faziam e recebiam ligações ocasionalmente durante a pane", disse.Ele reafirmou que o problema foi causado por um software da NEC e que foi preciso instalar uma nova versão para o sistema voltar a funcionar.O superintendente destacou que a pane durou 1 hora e 30 minutos, tendo início às 17h10 e terminando às 18h40. No entanto, muitos telefones já apresentavam problemas pela manhã. "Isso ocorreu porque houve uma restrição de tráfego, o que congestionou a central", explicou.Penteado garantiu que problemas desse tipo não vão mais ocorrer, já que a versão do software foi trocada. No entanto, ontem pela manhã, algumas linhas apresentarem defeitos. A do Jornal da Cidade, por exemplo, ficou muda das 10h30 até as 13h30, de acordo com os funcionários da empresa. A Assessoria de Imprensa da Telefonica disse que foi um caso isolado, que pode ter acontecido em alguns terminais, mas que não tratou-se de uma nova pane.Penteado lembrou que, anteontem, entre 21h30 e 22h30, alguns terminais das linhas 223 e 224 ficaram interrompidas, devido à manutenção na rede.Embora esse problema tenha sido solucionado, os usuários da Telefonica ficaram revoltados com a empresa. Muitos deles procuraram o JC para criticar a falha e a falta de informações junto à empresa.Mão-de-obraO diretor do Sindicato dos Empregados em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas no Estado de São Paulo (Sintetel), Jorge Luiz Xavier, destacou que a mão-de-obra da Telefonica está muito defasada.De acordo com as informações passadas por ele, o serviço técnico foi praticamente todo terceirizado e os profissionais, com apenas dois meses de experiência no currículo, já comandam centrais telefônicas inteiras. "Na época da Telesp, era preciso cinco anos de experiência para ficar com essa responsabilidade", disse.Ele ressaltou que, enquanto a empresa era estatal, nunca houve um problema dessas proporções em Bauru. "É um absurdo o que estão fazendo. Eles pagam muito pouco e colocam pessoas que ainda são pouco qualificadas para fazer o serviço, que exige muito cuidado e conhecimento", disse.A remuneração dos técnicos, segundo informações de Xavier, caiu de cerca de R$ 2,5 mil para R$ 1,1, mil desde que a Telefonica assumiu o serviço.O superintendente da empresa em Bauru, Márcio Camargo Penteado, não acredita que a pane ocorrida na última quarta-feira tenha sido causada por esse motivo. "Não tem nada a ver com a mão-de-obra. O problema aconteceu com um software da NEC, que era a mesma empresa que fornecia o produto para a Telesp", disse.
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