A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) prendeu, ontem, uma pessoa e está investigando outras, suspeitas de formar uma quadrilha especializada em assaltar empresas no dia do pagamento dos funcionários. A prisão de ontem teria frustrado dois roubos a empresas na região da Vila Universitária. A equipe da DIG/Garra que está investigando os roubos a empresas ocorridos em Bauru nos últimos dias, obteve a informação de que, ontem, iriam ser realizados mais dois assaltos. As empresas que seriam as vítimas foram contactadas e confirmaram que iriam pagar seus funcionários ontem e, então, foram orientadas a mudar o esquema de pagamento.Enquanto isso, os policiais montaram campanha próximo às empresas, à espera dos ladrões. Por volta das 11 horas, os policiais observaram dois homens, um negro e um branco, em atitude suspeita próximo do Gol verde placas BRF 1357, de São Paulo, que estava estacionado na quadra 11 da rua João Marques. Quando perceberam que a presença da polícia, os dois homens saíram correndo, um para cada lado. A equipe da DIG/Garra, ajudada por policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), fizeram um cerco na região e acabaram detento o homem branco na rodovia Marechal Rondon, já na altura da avenida Duque de Caxias.A princípio, o homem se identificou como Otes Pomin, 43 anos, apresentando RG. Depois, na busca no interior do veículo, os policiais acharam outro RG, em nome de Luiz Antônio Gomes, 42 anos, que supostamente seria o nome correto do rapaz detido. Também no carro, foi encontrado um revólver calibre 38, devidamente registrado.Como tinha dois RGs, o homem branco foi preso por uso de documento falso. Já o rapaz negro, até o final da tarde de ontem, não havia sido localizado pela polícia. Não há registro de que o Gol seja produto de furto ou roubo, mas foi recolhido ao pátio da Ciretran para averigüação uma vez que o rapaz negro, que estava com a chave do carro, desapareceu. O delegado-titular da DIG/Garra, J.J. Cardia, disse que recebeu informações de que os dois homens iriam dar fuga à quadrilha após o roubo à empresa, e para isso usariam o Gol. Cardia afirmou que as investigações prosseguem na tentativa de localizar o rapaz que fugiu e outros suspeitos de integrar a quadrilha.A identificação correta do homem preso terá que ser feita com base nas impressões digitais, uma vez que ele tem dois RGs. Ele foi encaminhado para a Cadeia de Bauru. A pena para uso de documento falso é de dois a seis anos de reclusão.
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