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(*) Reinaldo Cafeo
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A agência americana de classificação financeira Moodys decidiu aumentar a graduação da dívida brasileira. Isso quer dizer que, tanto em reais como em outras moedas, em seu ranking de investimentos, o Brasil melhorou sua posição. Foram quase dois anos para que a agência reenquadrasse o Brasil. Tecnicamente, essa decisão reclassifica as letras brasileiras em moedas estrangeiras de B1 para B2, o que significa subir no ranking. Já as letras do Banco Central do Brasil em reais subiu de B1para B3.Em palavras menos técnicas: há um aumento da confiança na economia brasileira. Além de atrair novos investidores ao País, abre espaço para que empresas brasileiras captem recursos no exterior, e o que é melhor, com menores taxas de juros, à medida em que essa reclassificação é sinônimo de menor risco.A avaliação interna é positiva. O competente empresário, Horácio Lafer Piva, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), comenta exatamente essa questão: as empresas nacionais têm suas possibilidades aumentadas no que se refere a captação de recursos externos. Em outro artigo, fiz uma insinuação do quanto as agências de avaliação de países entendiam de Brasil (ou não entendiam). Parece que temos um bom "vendedor" nesse momento, o nome dele é Armínio Fraga, pois essas agências mesmo sendo "racionais", começaram a enxergar de uma forma mais transparente as características do Brasil. Se com o marasmo interno tivemos esse bom desempenho, imaginem se melhorarmos nossa produtividade, acabarmos com as enormes desigualdades regionais, retomarmos vertiginosamente o crescimento, diminuirmos o custo Brasil, entre outros. Com dizemos aqui: "aí vira festa".(*) Reinaldo Cafeo é delegado do Corecon. www.economiaonline.com.br E-mail: cafeo@economiaonline.com.br

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