Geral

Carta

Isolina Bresolin Vianna
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Resido no início da Agenor Meira desde 1978 e desde então e até setembro passado tive sempre um supermercado a menos de duas quadras da minha casa que era freqüentado a todo dia e toda hora por moradores do centro da cidade. Ao longo desses mais de vinte anos tivemos ali, no mesmo local o supermercado Matarazzo, depois o Santo Antônio e por último o Mercosuper. Houve um tempo no qual nós, moradores do Centro, tínhamos três supermercados na rua Primeiro de Agosto, incluindo o das Lojas Americanas e mais dois ali no mesmo quarteirão, além do supermercado do Sesi, na Ezequiel Ramos. Mas, mesmo assim, o nosso aqui da Agenor Meira nunca deixou de estar sempre movimentado. Nele tínhamos o nosso café da manhã, quando íamos em busca do pão quentinho, do leite, das verduras e legumes para o almoço, além da carne, do peixe, das frutas para a sobremesa, ou se preferíssemos, doces também os havia abundantemente na padaria, nas latarias e/ou naquele recanto de doces caseiros e até mesmo importados e ainda sorvetes. Bebidas e refrigerantes também não faltavam e por isso o nosso supermercado estava sempre cheio.Hoje, nós, habitantes do Centro da cidade, que comemos e bebemos como todos os outros, não temos mais nenhum supermercado que nos sirva, acabaram-se os três da Primeiro de Agosto, o do Sesi (já faz tempo) e finalmente o nosso tão bom e completo Mercosuper, que, além de tudo, apresentava um atendimento de alto nível com seus gerentes, assessores e funcionários que primavam pela gentileza e prontidão no atendimento. Não acho que tenha sido uma boa idéia perder o grande contingente de clientes que já existiam há tantos anos, num local tradicionalmente usado por supermercados e nem precisamos de estacionamento: precisamos mesmo é do nosso supermercado de volta. (Isolina Bresolin Vianna - Associação Paulista de Imprensa - 1333)

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