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Pesquisa PM

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A população de Bauru sente-se segura ou não? Qual o maior problema na área de segurança pública e quais sugestões tem para melhorar? O que acha do serviço prestado pela Polícia Militar? Essas e outras perguntas fazem parte de uma pesquisa de opinião pública sobre segurança que será desenvolvida na cidade, numa parceria da Polícia Militar com a Universidade do Sagrado Coração (USC), através do curso de Relações Públicas. O objetivo da pesquisa é saber o que a população acha sobre a segurança da cidade, para que a Polícia Militar planeje suas ações no sentido de melhorar os itens apontados como ruins ou falhos, e reforçar aqueles já considerados bons. A pesquisa será aplicada por 16 estudantes do curso de Relações Públicas em dois finais de semana, neste e no próximo.De acordo com a coordenadora da pesquisa, Sônia Cabestré, professora do curso de Relações Públicas da USC, serão aplicados 500 questionários nos domicílios de todas as regiões da cidade. A pesquisa, explicou a professora, será feita por amostragem. O número de pessoas entrevistadas em cada região vai variar de acordo com o total da população estimada para aquela localidade.Serão feitos dois tipos de tabulação. A primeira reunirá todas as respostas e vai mostrar o que a população acha sobre a segurança da cidade. A segunda será feita por regiões, conforme a localização das Bases Comunitárias da Polícia Militar - regiões Oeste, Leste, Sudeste, Noroeste, Centro e Sul. Dessa forma, cada Base Comunitária vai saber o que a população de sua região acha da segurança e da PM. Com esses dados, será possível investir nos pontos já considerados fortes e melhorar os que a população avaliar que são fracos, segundo o tenente Fabiano Serpa, comandante da Base Oeste. "Com essa pesquisa poderemos corrigir erros e investir naquilo que estamos acertando", disse.O tenente Serpa afirmou que se a pesquisa apontar que o problema de determinada região é furto a residência, por exemplo, a PM irá traçar estratégias para tentar reduzir esse tipo de crime. Em outro exemplo, caso a pesquisa aponte que os moradores se sentem inseguros por causa de iluminação precária, a PM vai tentar resolver o problema, enviado pedido de providência ao órgão competente.A pesquisa sobre segurança pública faz parte do Programa de Qualidade Total desenvolvido entre a PM e o Sebrae. O tenente Serpa ressaltou que, até pouco tempo, a própria PM planejava sua forma de ação conforme achava melhor. Agora, com a filosofia de que a população é o cliente da PM, ela tem que ser ouvida para saber o que pensa e dar as diretrizes para o trabalho. O tenente Serpa e a professora Sônia Cabestré pedem a colaboração da população, que receba bem os estudantes que estarão aplicando a pesquisa e responda honestamente as perguntas. O questionário tem 21 questões, que incluem desde o tempo que o entrevistado mora em Bauru e naquele bairro, o que pensa da segurança da cidade; se ele já recorreu à PM; se já, qual avaliação faz do serviço; entre outros itens. O resultado da pesquisa deve sair na primeira quinzena de dezembro.

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