O pedido de impugnação das chapas Avança OAB - que concorre em nível estadual - e Integração - que disputa a direção da Subseção-Bauru - parece ter caído no descrédito. O requerimento foi apresentado semana passada pela chapa Oposição Unida, de Bauru, sob o fundamento de uso indevido da máquina da entidade, mas, até a manhã de ontem, nenhuma resposta havia sido dada pela Comissão Eleitoral da OAB de São Paulo, responsável pela apreciação e julgamento do pedido. Extra-oficialmente, sabe-se que o pedido foi inicialmente arquivado pela Comissão, que não teria encontrado motivos relevantes o bastante para a impugnação. A solicitação baseou-se integralmente no fato de o atual presidente da Subseção e candidato à reeleição pela chapa Integração, Gérson Moraes Filho, ter encartado propaganda de sua campanha e da chapa que apóia na Capital dentro do informativo mensal - O Arauto - enviado aos advogados de Bauru e região. A atitude teria, segundo foi argumentado, beneficiado Moraes Filho e os membros da chapa paulistana Avança OAB, em total prejuízo dos demais concorrentes. Como o fato veio a público, a Comissão Eleitoral teria reaberto o processo e lhe dado os trâmites legais, chamando a parte contestada para apresentação de defesa. O alarido em torno do assunto, no entanto, teria sido maior do que a própria dimensão do problema. Nos bastidores da Ordem, poucos são os que acreditam na impugnação, que, por sinal, já deveria ter sido ou não anunciada.As chances de a Comissão impugnar a chapa paulista seriam praticamente nulas, já que a quantidade de advogados eventualmente influenciados pela propaganda encartada seria insuficiente para decidir a eleição. Quanto à chapa de Bauru, a possibilidade de impugnação não seria tão remota, mas poucos acreditam nela, especialmente porque o próprio Moraes Filho acabou reconhecendo "ter sido infeliz" ao permitir o encarte. Atitude isoladaO advogado Ailton Gimenez, que disputa uma vaga no Conselho Seccional pela chapa Avança OAB, eximiu-se de responsabilidades no caso dos encartes publicitários. "Foi uma atitude isolada do presidente da Subseção, que não consultou ninguém para realizar o expediente. Acho que não podemos pagar por uma conduta impensada. Por ora, não quero mais opinar sobre o assunto, porque o fato já está sob a apreciação da Comissão Eleitoral", declarou.Já Édson Reis, que concorre à presidência da Subseção pela chapa Conscientização, refuta o comentário de que os encartes teriam beneficiado sua candidatura, conforme alegaram os membros da Oposição Unida, subscreventes do pedido de impugnação. "Não sei onde teríamos sido beneficiados, uma vez que somos oposição ao Gérson e contrários à reeleição. Particularmente, aliás, não concordo com a atitude que ele tomou (de ter permitido os encartes). Acho que a campanha nestas eleições ficou amarrada demais a acusações eleitoreiras, desperdiçando um período precioso para apresentação das propostas de cada um", avaliou. As eleições da OAB serão realizadas amanhã, das 10 às 18 horas, na sede da entidade. Três chapas disputam a Subseção-Bauru: Integração, com Gérson Moraes Filho concorrendo à reeleição; Conscientização, que tem Édson Reis na cabeça de chapa, e Oposição Unida, com Aimberê Torres disputando a presidência. Vale lembrar que somente os advogados que estão em dia com a contribuição anual poderão votar.
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