Geral

Ubatuba

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Entre a Mata Atlântica e o mar, a cidade tem praias para todos os gostosEm Ubatuba todas as preferências são atendidas quanto a qualidade, quantidade, tipos de paisagens e condições de infra-estrutura das suas praias. São cerca de 80 para todos os gostos. O turista pode escolher a que mais lhe agradar - praia com ondas, com mar manso, com montanhas, com areia branca, preta, amarela, com cachoeira, hotel cinco estrelas na areia, próprias para surf, boa para criancinhas, com sombra para quem não gosta de ficar torrando ao sol, e assim por diante.No litoral brasileiro, provavelmente ninguém encontrará paisagens tão exuberantes como na região de Ubatuba. Lá, a monotonia não existe. De um lado estão as montanhas cobertas pela vegetação da mata atlântica, em muitos pontos praticamente intocável.Do outro, o mar de águas claras que também favorecem aos que gostam de mergulho. Quem quer agitação procura a Praia Grande, com seus quiosques onde rola desde o pagode ao axé-music que a garotada adora.Os mais tranqüilos têm nas Praias da Enseada, do Lázaro e das Toninhas o seu "habitat". Não sei porque, as praias de Ubatuba são freqüentadas, em sua maioria, por pessoas jovens. Descompromissados ou casais recentemente unidos, com filho de pouca idade. Talvez a explicação seja encontrada nos aspectos já descritos: monotonia, por ali, não existe.Até os que gostam de sítios históricos, encontram em Ubatuba traços da presença de Anchieta que ali escreveu seus poemas para a Virgem, na areia de Iperoig. Dizem que o mar se afastava para abrir espaço na praia. Anchieta escrevia na areia com o seu cajado.Se o turista quiser passear todos os dias, vara o ano sem repetir nenhuma das incursões, tanto pelo mar quanto na mata, onde são encontradas belíssimas cachoeiras.Gosto muito da Praia das Toninhas, onde os golfinhos costumavam aparecer e por isso ganhou esse nome. Lá, o mar não é tão calmo a ponto de parecer uma piscina, mas também não é tão bravo propiciando surfistas amadores. As Toninhas estão ali grudadas na Praia Grande, se as filhas decidirem badalar nos quiosques preferidos pela moçada. A areia é branca e a infra-estrutura excelente. Um dos hotéis mais charmosos que conheço fica ali, na ponta esquerda - o Recanto das Toninhas. A sua arquitetura, com muita madeira, palha no teto e bambus no forro, lembram muito as construções de Bora-Bora, Moorea e outras ilhas dos mares do Sul.É um hotel pequeno, com 53 apartamentos, bom serviço e excelente cozida tocada pelo mestre Antonio Pereira. Se você estiver com o dinheiro contado e não puder usufruir da mordomia propiciada pelo hotel, pode optar por ficar nas inúmeras pousadas próximas à praia. Uma legal é a Seachegue, bem frente à barraca do Careca que cobra entre 120 a 160 reais de diária (para quatro pessoas) e tem sala, banheiro, cozinha e terraço. É muito procurado pelos mineiros, especialmente de Poços de Caldas, em busca de mar.Por todos os ladosA melhor opção para quem se desloca de Bauru até Ubatuba é a rodovia D. Pedro II, que liga Campinas a Jacareí. Depois é seguir até São José dos Campos e pegar a Tamoios.Quem quer evitar os desvios da Bauru-Jaú, o trecho monótono de Itirapina e a Washington Luiz, pode seguir pela Castelo Branco até São Paulo e depois pegar a Carvalho Pinto. Ou ir até Sorocaba, desviar para Campinas e seguir para a D. Pedro II.A viagem, de carro, dura umas sete horas. Cansativa, mas vale a pena quando se chega ao destino, cercado de verde tanto do mar como da mata atlântica.

Comentários

Comentários