Geral

Abuso sexual

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) recebeu ontem a denúncia de que uma menina de 11 anos, residente em Espírito Santo do Turvo (70 quilômetros de Bauru), estaria sendo molestada sexualmente pelo próprio irmão. Em visita à casa de uma tia que mora em Bauru, L.C.S.S. encarajou-se a contar que vem sendo obrigada a manter relações com F.S.S., seu irmão de 17 anos. Inconformada, a tia procurou a polícia para registrar a acusação, classificando-a como estupro.A mãe de L., que também fazia a visita, teria demonstrado surpresa com a história, jurando desconhecer completamente a situação. Segundo a menor, os abusos estariam ocorrendo já há algum tempo. O delegado-substituto da DDM, Dinair José da Silva, requereu exame de corpo delito - que seria feito ontem mesmo - ao Instituto Médico Legal (IML) para confirmar o abuso. Uma vez constatadas lesões vaginais ou rompimento do hímen, o caso será encaminhado à Delegacia de Espírito Santo para a apuração. Familiares e vizinhos deverão ser a fonte das investigações. Se ficar comprovada a culpa de F., ele será responsabilizado perante o Juizado da Infância e Adolescência. Os pais da vítima também podem responder por eventual omissão ou negligência dos fatos. Mais uma vez, o delegado ressaltou que os casos de abuso sexual dentro de casa estão em ascensão, conforme a manchete estampada pelo JC na edição de ontem. Segundo ele, os culpados de crimes sexuais geralmente são parentes próximos, como pais, tios e padrastos. "A correria do dia-a-dia obriga as mães trabalharem e a deixar seus filhos sozinhos ou em companhia de pessoas que nem sempre se conhece o caráter. O melhor a fazer é ficar atento com o comportamento dos filhos, que sempre se altera em casos de abuso, e manter o diálogo, muito diálogo", aconselhou Silva.

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