As 1,1 milhão de micro e pequenas empresas paulistas foram responsáveis pela criação de 500 mil novos postos de trabalho nos últimos quatro anos. Isso representa um aumento de três pontos percentuais na participação dessas empresas no total de pessoas ocupadas no setor privado, passando de 64% (dezembro de 95) para 67% (dezembro de 99). Dos 11 milhões de empregos nas empresas do setor privado paulista, 7,4 milhões estão nas micro e pequenas empresas. Enquanto isso, as médias e grandes empresas desativaram 153 mil postos, a maioria com carteira assinada, diminuindo o número de pessoal ocupado de 3,79 milhões, em 95, para 3,64 milhões no final do ano passado. Estes são os principais dados da pesquisa Participação das Micro e Pequenas Empresas no Total de Pessoas Ocupadas nas Empresas Paulistas - 95/99, realizada pelo Departamento de Pesquisas Econômicas do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP), com o objetivo de estimar o número de pessoas ocupadas nas micro e pequenas empresas paulistas. Os dados oficiais são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, e da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (Rais). Para o superintendente do Sebrae-SP, Fernando Leça, esses dados comprovam a importância das micro e pequenas empresas na geração de emprego e renda. Os números são representativos. Quase 70% dos empregos estão nas pequenas. Precisamos criar políticas públicas mais eficazes e agressivas, que estimulem a geração e o fortalecimento dos novos negócios. Carteira assinadaA pesquisa do Sebrae-SP aponta, também, que o número de empregados com carteira assinada nas pequenas empresas cresceu, passando de quase 2,5 milhões, em 95, para 2,7 milhões em 99. Nesse item, as médias e grandes empresas também não acompanharam o desempenho dos pequenos negócios. Enquanto em 95 existiam 3,3 milhões de empregados com carteira assinada nas médias e grandes empresas, em 99 esse número caiu para 2,9 milhões. Com relação ao número de pessoas empregadas sem carteira assinada, entre dezembro de 95 e dezembro de 99, o número cresceu de 1,6 milhão para 2 milhões, no conjunto das empresas de todos os portes. Para Marco Aurélio Bedê, gerente do Departamento de Pesquisas Econômicas do Sebrae-SP, os dados positivos apresentados pelas micro e pequenas empresas podem ser explicados pelo fato de os pequenos negócios se constituírem na fronteira de expansão do emprego e da ocupação. O papel dos pequenos negócios na geração de novos postos de trabalho é uma tendência comum nas economias modernas. Com a incorporação das novas tecnologias, as grandes empresas utilizam processos produtivos cada vez mais poupadores de mão-de-obra, restando aos pequenos empreendimentos o papel de gerar novos postos de trabalho, conclui Bedê.
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