Ao surgir para a história da imprensa brasileira, o JC trazia a consciência do jornal que a cidade não só aspirava como até exigia em razão de seus foros de adiantado centro de cultura geral, representados pelos valores altos da intelectualidade de sua gente, nascidos de sua própria capacidade e da contribuição valiosa das inteligências que, através dos anos, transformaram Bauru em sua terra adotiva. Era imperioso, por isso, que o Jornal correspondesse a essa aspiração e a essa exigência, razão pela qual, no editorial com que se apresentou ao bauruense, como que desenhando as metas previstas, o JC teve como profissão de fé, a par de um jornalismo sadio, de respeito às individualidades e reverência à verdade dos acontecimentos, a oferta de um órgão que acompanhasse os avanços tecnológicos da moderna imprensa.Era um desafio que fazíamos e nós mesmos, à nossa capacidade de superar os obstáculos de todas as ordens, mas principalmente financeiros, que, sabíamos, surgiriam na nossa difícil caminhada, porque, àquela altura da vida econômica nacional, a inflação começava a provocar descompassos conflitantes na programação financeira das empresas em geral. E, como primeiro passo rumo ao desafio, o Jornal partiu para a impressão pelo sistema offset, deixando na saudade a rotoplana que o vinha servindo desde alguns anos. A partir daí, o JC se tornava o primeiro jornal do Interior de São Paulo a ser impresso em offset, marcando um pioneirismo que, para maior orgulho seu, perduraria por muito tempo, uma vez que somente depois de alguns anos é que o avanço do nosso Jornal viria a ter seguidores.Agora, estamos comemorando 28 anos da grande e histórica arremetida, à qual se seguiriam outras igualmente significativas, dentre as quais a fotocomposição acoplada a computadores e outros equipamentos sofisticados pela tecnologia dos novos tempos. São 28 anos em que, ao influxo da offset, que lhe abriu horizontes para outras conquistas, nossa empresa deu passos gigantescos, felizmente bem-sucedidos, para chegar à meta a que se propôs. Mercê de Deus tudo, ou, no mínimo, quase tudo, lhe foi possível realizar, não obstante a aridez inerente à penosa conjuntura que se abateu sobre o País nas últimas décadas. E, cristalizando o que o Jornal se propôs, aqui está o órgão que a cidade reclamava: feições modernas, colorido agradabilíssimo e conteúdo, sem dúvida rico, respeitoso e alimentado pela esperança de vir a ser cada vez melhor. Contamos, para tanto, com o apoio que jamais nos foi negado pelo público que confiou e confia em nossa reciprocidade. É a nossa opinião! (O autor, N. Serra, é jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)
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