A cidade receberá recursos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil para manter as crianças longes do canavialPederneiras - Pederneiras foi uma das 10 cidades do Estado de São Paulo contempladas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Ainda neste mês, o município estará recebendo cerca de R$ 17,5 mil mensais para manter 390 crianças longe dos canaviais, estudando em período integral.A informação é do sub-delegado Regional do Trabalho em Bauru, Sérgio Branco, um dos participantes do programa. Ele explicou que o objetivo do Peti é tirar as crianças de até 16 anos do mercado de trabalho, incentivando o estudo. A idéia é fornecer uma bolsa mensal como ajuda de custo para as famílias, para que as crianças possam deixar de trabalhar e passem a se dedicar em período integral à escola, salientou.Cada família deve receber R$ 25,00 por mês. Branco não soube dizer qual o critério usado para estabelecer esse valor, mas garantiu que, apesar de parecer pouco, o recurso tem o valor de uma cesta básica. Ao invés de distribuir o alimento, o Ministério da Previdência Social vai doar o dinheiro, para que as famílias possam comprar material escolar para as crianças, disse. Ele destacou que esse recurso serve como um estímulo para as famílias retirarem os menores do campo e investirem em sua educação.A Prefeitura da cidade contemplada também vai receber uma bolsa de R$ 20,00, referente a cada criança contemplada, para ajudar a manter programas de educação em período integral em suas escolas.Branco explicou que, para ser incluída no Peti, cada cidade teve que fazer um mapeamento da situação do trabalho infantil. Essa pesquisa foi repassada ao Ministério do Trabalho, que checou as informações e enviou a requisição para o Ministério da Previdência Social, responsável pela liberação da verba.A segunda fase do Peti também já foi definida. A partir de março do ano que vem, mais 74 municípios paulistas deverão receber recursos. Entre elas estão Boracéia, Brotas e Apiaí. De acordo com Branco, Bauru não foi contemplada em nenhuma dessas fases por não apresentar problemas tão graves quanto os das outras cidades.Para garantir que essas crianças não voltem a trabalhar e continuem recebendo a bolsa, deverá ser feita uma fiscalização por parte dos Conselhos da Infância e da Adolescência de cada município. Eles ficarão encarregados de analisar o sucesso do programa.
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