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Dívida Prefeitura

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Os proprietários das farmácias conveniadas com a Prefeitura de Bauru estão cobrando, mais uma vez, o repasse de verba referente ao pagamento da dívida que a administração municipal tem com o setor. Os empresários dizem que a situação piora a cada mês, já que a Secretaria de Finanças só está pagando uma parcela por vez, deixando sempre duas em atraso. O valor da dívida não se altera. Sempre temos um alto valor a receber, disse o proprietário da Droganova, Rui Pagano Júnior. Ele contou que tem para receber cerca de R$ 40 mil referentes a duas parcelas atrasadas. Como está para vencer a terceira, o valor pode chegar a R$ 50 mil. É um montante muito alto. A gente precisa do dinheiro para pagar nossos fornecedores, disse.Antonio Augusto Gomes, proprietário da Farmacentro, diz que a administração só faz o repasse de verbas quando há uma cobrança da mídia para que isso aconteça. No mês passado, o dinheiro referente a uma parcela só veio porque saiu uma reportagem no JC falando do problema, salientou.No caso dele, o valor devido pela Prefeitura é de R$ 6 mil. Ele diz que isso se deve a um controle maior na venda para os funcionários públicos. Eu procuro não divulgar muito esse convênio, para evitar que o valor suba muito, destacou.A Droga Rio é outra rede que enfrenta o mesmo problema. A direção da farmácia confirmou que só recebeu o repasse referente a uma parcela no mês passado e que já existe outra prestes a vencer.Almir da Silva Nunes, proprietário da Farmácia São Miguel, disse que o pagamento do mês passado aliviou um pouco a situação, mas que não resolveu de vez o problema.Os empresários reclamam que não podem deixar de atender os servidores municipais porque seria uma injustiça com os trabalhadores. Eles alegam que o dinheiro das compras é descontado mensalmente na folha de pagamento dos funcionários e que eles se sentiriam lesados se não fossem atendidos.O secretário municipal de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, confirmou que existe o desconto, mas que isso não se caracteriza como apropriação indébita. Às vezes, nós não temos o dinheiro no caixa da Prefeitura sequer para pagar integralmente o salário dos funcionários. Então, não é que a Prefeitura descontou o dinheiro dos funcionários e ficou com ele. Na verdade, é como se esse dinheiro nem tivesse entrado. Nós juntamos o que temos e pagamos os proventos. Na medida em que entram recursos no caixa, a Prefeitura vai quitando dívidas com as empresas conveniadas, disse.Duarte Neto lembrou que, no mês de novembro, a administração municipal fez o repasse de cerca de R$ 100 mil às farmácias conveniadas. A previsão de pagamento depende do caixa da Prefeitura. Se tivermos entrada de recursos suficientes para pagar essa dívida, vamos pagá-la com certeza, disse. Por enquanto, não existe uma data estipulada como prazo para essa quitação. O secretário pede paciência aos empresários. De acordo com ele, o fato de ter que se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) está dificultando a saída de recursos da Prefeitura, que tem que controlar o caixa para não enfrentar problemas judiciais no ano que vem.

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