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Proposta é do reitor eleito da Unesp, José Carlos Trindade, que esteve ontem no câmpus de Bauru, em solenidades

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 3 min

Proposta é do reitor eleito da Unesp, José Carlos Trindade, que esteve ontem no câmpus de Bauru, em solenidadesO reitor eleito da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Carlos Souza Trindade, poderá contratar uma firma especializada em planejamento para estudar a transferência da sede da Reitoria da Instituição, atualmente localizada em São Paulo, para o Interior. A declaração foi dada ontem de manhã, durante visita de Trindade ao câmpus de Bauru, onde participou da inauguração do novo prédio da Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação (Faac) e da solenidade de posse da nova diretoria da Faac. Na ocasião, Cleide Biancardi passou o cargo a José Carlos Placido da Silva, diretor eleito. Loriza Lacerda de Almeida passou a ocupar a vice-diretoria, função antes exercida por Sílvio Guilherme de Melo.A proposta de uma empresa especializada realizar o estudo sobre o processo de interiorização deverá ser apresentada por Trindade em janeiro, quando toma posse do cargo de reitor. Já estou percebendo o envolvimento apaixonado das pessoas em relação a uma ou outra unidade. Não gostaria de nomear uma comissão interna em razão da possibilidade de alguns técnicos não avaliarem o problema de maneira isenta. Como o estudo é realmente complexo, deve haver isenção para que o Conselho Universitário tome a melhor decisão para os destinos da Unesp, afirma.Trindade salienta que caberá ao Conselho Universitário, órgão máximo da instituição, decidir a localização da futura sede. Somente depois é que a Assembléia Legislativa irá se manifestar e, neste caso, deverá ratificar a escolha por meio da alteração do projeto de lei que criou a Unesp. A universidade é autônoma, lembra.O reitor eleito, no entanto, não considera negativo que deputados estaduais já estejam se manifestando a respeito da transferência da Reitoria. Até momento, Milton Flávio (PSDB), Carlos Braga (PPB) e Dimas Ramalho (PPS) já protocolaram projetos de emendas modificativas propondo a mudança da sede para Botucatu, Bauru ou Araraquara, respectivamente.O fato da Assembléia Legislativa ter iniciado a discussão apenas adianta o processo. Agora, não se discute se haverá mudança ou não para o Interior, mas para onde se mudará, o que acho um aspecto muito positivo, opina.Aliás, a rapidez com que a discussão sobre a interiorização da Unesp foi tratada surpreendeu Trindade. O reitor eleito esperava que o assunto tomasse fôlego apenas após a sua posse, quando daria início ao encaminhamento da questão. Por causa desse ritmo acelerado, o acadêmico crê que novos projetos de emendas modificativas devam ser apresentados nas próximas semanas por deputados estaduais de outras regiões do estado.Esse interesse reforça a tese de que a transferência é importante e que a Reitoria é algo significativo. O problema da interiorização é acadêmico, em primeira instância, mas não deixa de ser político, porque envolve interesses da comunidade, analisa.Trindade avalia que o fato da Unesp ter 24 unidades, distribuídas em 15 cidades, muitas delas bastante importantes para o Estado de São Paulo, demonstra sua vitalidade e suscita o debate em torno da interiorização. O reitor eleito aponta Rio Claro, Bauru, Botucatu, Araraquara e Jaboticabal como os municípios que têm mais chances de receber a sede da Reitoria.O acadêmico, no entanto, não descarta a possibilidade de ser escolhida uma cidade neutra, ou seja sem unidade da Unesp, para receber a sede do órgão executivo da instituição. Se o desgaste intra-Unesp for grande, a transferência pode deixar de ser interessante, pondera.A expectativa de Trindade é que o processo de transferência se efetive em meados da sua gestão, que tem início em janeiro. Até lá, o trabalho deverá ser realizado em duas etapas: instalação de sede provisória no Interior e efetivação da mudança, incluindo transferência de funcionários da Reitoria. A decisão deve ser rápida porque o contrato do imóvel onde está localizado o órgão executivo da universidade termina em agosto de 2001.

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